Rússia e Ucrânia iniciam segunda rodada de negociações para acordo de paz
Moscou quer manter exigências e rejeita tropas europeias em Kiev, enquanto Zelensky acusa Moscou de aproveitar de trégua energética apoiada pelos EUA
Negociadores de Rússia e Ucrânia iniciaram nesta quarta-feira (04/02) a segunda rodada de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com o objetivo de encerrar a guerra de quase quatro anos. A reunião terá continuidade nesta quinta-feira (05/02).
A nova etapa do diálogo ocorre em meio a um cenário no qual o mandatário ucraniano Volodymyr Zelensky acusou Moscou de usar uma trégua energética apoiada pelos Estados Unidos na semana passada para estocar armas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu em diversas ocasiões que sua mediação levará a um acordo de paz entre os dois países. No entanto, as perspectivas para essa possível trégua esbarram na exigência russa de soberania nos territórios conquistados durante a guerra, algo que Kiev se recusa em aceitar.
Além disso, Moscou afirmou que não irá tolerar a presença de tropas europeias em solo ucraniano, uma condição que Kiev considera essencial para garantir a segurança do país.
Já a Ucrânia definiu em sua rede social que o primeiro dia das negociações trilaterais com a Rússia e os Estados Unidos como ‘substancial e produtivo’.”
“O trabalho foi substancial e produtivo, com foco em medidas concretas e soluções práticas”, informou o secretário de Segurança Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, no X.

Reunião em Abu Dhabi terá continuidade nesta quinta (04)
X/Mofa
OTAN, UE e China
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, disse nesta terça-feira (03/02) que os aliados europeus se comprometeram a enviar tropas para a Ucrânia assim que um acordo de paz fosse alcançado, mas a medida foi rechaçada pela Rússia.
Por sua parte, Conselho Europeu aprovou a elaboração de um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 557 bilhões) para apoiar a Ucrânia a custear os seus gatos em dois anos. O acordo que já tinha sido fechado em dezembro precisou de tempo para fechar de detalhes burocráticos para serem finalizados.
Ainda nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que um possível encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky só aconteceria se o líder ucraniano estivesse disposto a viajar a Moscou.
O conflito entre Rússia e UCrânia também foi discutido em uma videoconferência entre Putin e o presidente da China, Xi Jinping, nesta mesma quarta-feira, em diálogo no qual ambos elogiaram a força dos laços bilaterais entre seus países.
Com informações do The Guardian e ANSA























