Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Nas primeiras horas desta terça-feira (02/06), o Exército russo lançou um ataque massivo contra instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia, em operativo que atingiu, entre outros alvos, aeródromos militares e infraestrutura de energia e transporte utilizada pelas forças do país vizinho.

Em comunicado, o Ministério da Defesa da Rússia informou que “todos os alvos designados foram atingidos”, alvejando instalações nas cidades de Kiev, Zaporizhzhia, Kharkiv e Dnipropetrovsk, e em localidades menores nas regiões de Poltava, Khmelnytskyi e Sumy.

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Também segundo as autoridades russas, a operação foi uma “medida retaliatória” aos bombardeios realizados pelas forças ucranianas nas últimas semanas, que utilizaram armamento de alta precisão e de longo alcance, incluindo mísseis hipersônicos – na nota, Moscou qualifica tais agressões como “atos terroristas do regime de Kiev”.

Entre essas ações ucranianas contra território russo, que motivaram a retaliação, o comunicado russo destacou o ataque de 22 de maio contra uma residência estudantil em Lugansk (território que era da Ucrânia e foi tomado pela Rússia durante a guerra) e o ataque a uma central nuclear em Zaporizhzhia, ocorrido no último sábado (30/05).

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“O ataque sangrento realizado pelas Forças Armadas da Ucrânia na noite de 22 de maio, utilizando drones contra o prédio acadêmico e a residência da Escola Pedagógica Estadual de Lugansk tornou-se mais um testemunho escandaloso da natureza nazista e terrorista do regime de Kiev, que ataca civis deliberadamente e não hesita em assassinar crianças a sangue frio”, enfatiza o comunicado russo.

Moscou também afirma que “junta de [Volodymyr] Zelensky e seus apoiadores ocidentais, que fornecem armas para crimes contra o nosso povo, demonstraram ao mundo o seu flagrante desrespeito pelas normas do direito internacional humanitário”.

“Há uma violação direta das Convenções de Genebra de 1949 e dos Protocolos Adicionais que regulamentam a proteção de civis durante conflitos, bem como da Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989 e de vários outros importantes instrumentos internacionais”, enfatizou o ministério de .

Os “apoiadores ocidentais” mencionados na nota russa seriam os Estados Unidos, o Reino Unido e os países da União Europeia.