Rússia, Ucrânia e EUA realizam rodada de negociações em Genebra
Delegações chegaram à Suíça para discutir proposta de paz para enclave nesta terça (17); segurança e economia serão abordadas
A cidade suíça de Genebra está sediando uma nova rodada de negociações entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia, com o objetivo de encontrar uma solução pacífica após a operação militar realizada por Moscou em território ucraniano.
A delegação russa, que chegou à capital suíça para iniciar as conversações, procura ampliar o âmbito das negociações e abranger “uma gama mais ampla de questões”, desde assuntos territoriais a outros temas de interesse estratégico para as partes envolvidas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que as negociações contarão com a presença do principal negociador da Rússia, o conselheiro presidencial Vladimir Medinsky. A equipe russa será acompanhada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, e pelo diretor da Diretoria Principal de Inteligência do Estado-Maior, Igor Kostyukov.
Este grupo faz parte de um esforço coordenado para garantir que as discussões abordem não apenas os aspectos políticos e territoriais, mas também elementos de segurança, economia e cooperação regional.
Esta rodada de negociações sucede a primeira fase de conversas trilaterais realizadas em Abu Dhabi no final de janeiro entre Moscou, Washington e Kiev. Essa sessão de dois dias lançou as bases para a continuidade do diálogo e uma possível restauração da confiança entre as partes, em um contexto geopolítico altamente tenso.

Primeira fase de negociações ocorreu ocorreu em Abu Dhabi no final de janeiro
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As partes se reuniram novamente na semana passada, demonstrando sua disposição mútua de avançar rumo a uma resolução mais estruturada que reduza a violência e facilite condições de vida mais estáveis para a população civil.
Tanto a Ucrânia quanto os Estados Unidos enfatizaram a necessidade de respeitar a soberania, a integridade territorial e um quadro que garanta a segurança a longo prazo na região. Moscou exige o mesmo e insiste no respeito à soberania russa e no fim da interferência ocidental na região, a fim de alcançar a paz exigida pelos tempos atuais.
























