Quinta-feira, 5 de março de 2026
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A China condenou o que chamou de “coerção” do governo dos Estados Unidos, nesta terça-feira (15/07), depois que o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou tarifas “muito severas” contra os parceiros comerciais de Moscou se o Kremlin não chegar a um novo acordo de paz com a Ucrânia em 50 dias.

“A China se opõe firmemente a todas as sanções unilaterais ilegais e jurisdição de braço longo. Não há vencedores em uma guerra tarifária, e a coerção e a pressão não resolverão discrepâncias e conflitos”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

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No dia anterior, durante uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, o magnata ameaçou impor “tarifas secundárias” de 100% contra o governo de Vladimir Putin. As “tarifas secundárias” configuram uma política de pressão norte-americana já usada contra a Venezuela, na qual seria aplicada uma cobrança contra exportações de nações que mantêm relações comerciais com Moscou. Isso atinge mercados como China, Índia, Turquia, Brasil e vários países africanos.

De acordo com Jian, a medida de Trump não acabará com o conflito entre Kiev e Moscou, já que, para Pequim, a única saída viável para resolvê-lo é o diálogo e a negociação.

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Nesse contexto, Lin expressou esperança de que todas as partes continuem trabalhando na criação de condições “propícias” que levem a uma solução política para a guerra, prevendo a promoção da paz e do diálogo.

Por sua vez, o vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, ressaltou que Moscou não se importa com esse “ultimato teatral”.

“Trump emitiu um ultimato teatral ao Kremlin. O mundo estremeceu, esperando as consequências. A Europa beligerante ficou desapontada. A Rússia não se importou”, afirmou a respeito do anúncio do presidente dos EUA.

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China
Governo da China

Acordo de paz

Apesar do prazo dado por Trump para o Kremlin, ainda não estão esclarecidas quais são as condições mínimas que Washington exige para tal acordo, nem se um cessar-fogo parcial ou a retirada das tropas russas dos territórios ocupados estão contemplados.

Na semana passada, o governo russo informou que esperava que Kiev apresentasse uma nova data da próxima rodada de negociações em Istambul, na Turquia. Os países em conflito já haviam realizado duas rodadas anteriores, nos dias 16 de maio e 2 de junho. Até então, as últimas negociações resultaram em uma troca de prisioneiros na proporção de 1.000 para 1.000, incluindo a libertação de todos os militares doentes e soldados com menos de 25 anos.

Nesta terça-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, insistiu que a Rússia aguarda “propostas do lado ucraniano” para uma terceira rodada de negociações. “Seguimos dispostos”, garantiu.

(*) Com RT en Español