Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou uma declaração de apoio a Ucrânia nesta terça-feira (23/09), em sua Truth Social. Ele disse acreditar que Kiev pode retomar todo o território perdido para a Rússia desde o começo da guerra, em 2022. A declaração foi postada após o encontro de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Na mensagem, Trump afirma que “a Ucrânia, com o apoio da União Europeia, está em posição de lutar e conquistar toda a Ucrânia de volta à sua forma original”. Diz que “com tempo, paciência e o apoio financeiro da Europa e, em particular, da OTAN, as fronteiras originais de onde esta guerra começou são uma opção. Por que não?”.

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“Uma guerra que deveria ter levado menos de uma semana para ser vencida por uma potência militar real. Isso não distingue a Rússia. Na verdade, está fazendo com que pareçam ‘um tigre de papel'”, provocou.

Trump buscou desenhar um quadro derrotista em Moscou, afirmando que a população está em dificuldades econômicas e não sabe “o que realmente está acontecendo com esta guerra (…) onde a maior parte de seu dinheiro está sendo gasta na luta contra a Ucrânia”; em contraposição, disse que a situação em Kiev, “que tem grande espírito, só está melhorando” e que “a Ucrânia seria capaz de retomar seu país em sua forma original e, quem sabe, talvez até ir mais longe do que isso”.

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E complementou: “Putin e a Rússia estão em grandes problemas econômicos, e este é o momento para a Ucrânia agir. De qualquer forma, desejo o melhor a ambos os países. Continuaremos a fornecer armas à OTAN para que a OTAN faça o que quiser com elas”, concluiu.

Zelensky classificou a declaração como uma “mudança significativa” na posição de Washington e disse acreditar que Trump pode influenciar a postura do presidente chinês, Xi Jinping, em relação à guerra.

Trump afirma que Ucrânia pode recuperar terras perdidas para Rússia
Joyce N. Boghosian / White House

Resposta do Kremlin

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu a declaração de Trump. “A Rússia não é um tigre: a Rússia está associada a um urso. Não há ursos de papel. A Rússia é um verdadeiro urso. Putin descreveu nosso urso repetidamente e com emoções diferentes. Não há papel aqui”, ironizou.

Ele observou que o Kremlin não pode concordar com todas as declarações do presidente dos EUA sobre o conflito ucraniano e atribuiu a mudança de tom de Trump à conversa com o presidente ucraniano. “Trump, é claro, ouviu a versão de Zelensky sobre o que aconteceu. E, aparentemente, neste momento, esta versão é o motivo da avaliação que ouvimos”.

Ele garantiu que apesar de certos “pontos de tensão”, a Rússia mantém sua estabilidade macroeconômica e disse que “Trump continua a demonstrar vontade política de participar do processo de resolução”. Afirmou ainda que falar sobre segurança europeia sem a Rússia é inútil.

“Ouça, há uma guerra acontecendo. A operação militar especial é uma coisa, mas o que está acontecendo ao nosso redor é uma guerra. Esta é a fase mais aguda da guerra. É muito crucial. Precisamos vencê-lo pelo bem de nossos filhos, netos e seu futuro”, acrescentou.

Mais cedo, em entrevista à rádio RBC, Peskov afirmou que a Ucrânia não demonstra disposição real para o trabalho necessário a um acordo de paz com a Rússia e criticou a estratégia de comunicação ucraniana por estar “focada em produzir propostas públicas em constante mudança”, em vez de buscar soluções práticas.

“A Rússia não tem escolha a não ser garantir sua segurança nacional de uma forma ou de outra”, afirmou, ao avaliar que “uma solução abrangente para o conflito na Ucrânia deve abordar as questões de segurança europeia e o lugar da Rússia no acordo e, portanto, requer a contribuição de outras nações”.