Quarta-feira, 15 de julho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (08/07) que concederá uma licença à Ucrânia para poder produzir os mísseis Patriot, de fabricação norte-americana, ao reconhecer que acabar com a guerra entre Moscou e Kiev se mostrou mais difícil do que esperava inicialmente.

“Vamos te dar uma licença para fazer Patriots. Isso é bem legal. Assim, não dá para reclamar que não estamos dando o suficiente”, declarou o republicano em uma reunião bilateral com seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelenskiy, à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Ancara. “É uma arma defensiva, eu gosto mais do que uma arma ofensiva”.

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O mandatário de Kiev tem insistido repetidamente pela aquisição de interceptadores de fabricação norte-americana, já que é a única arma no arsenal ucraniano capaz de derrubar projéteis balísticos da Rússia.  

Trump também anunciou que os Estados Unidos “irão trabalhar em um pacote de segurança para Kiev” com o objetivo de evitar ofensivas russas.

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“[O presidente russo Vladimir] Putin é uma pessoa difícil, mas Zelensky também é”, avaliou o norte-americano, reforçando que, apesar disso, na sua conceção, “houve muitos progressos” nas negociações de cessar-fogo entre Moscou e Kiev. Ao destacar que “conversa com Putin com frequência”, Trump alegou que o líder do Kremlin quer se reunir com Zelensky na capital russa.

Presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião bilateral no âmbito da Cúpula da OTAN, em Ancara
X/@ZelenskyyUa

Comentando sobre as recentes ofensivas da Ucrânia contra refinarias de petróleo russas, o presidente norte-americano sugeriu que elas representavam uma escalada que poderia, em última análise, ajudar a encerrar a guerra. Questionado em coletiva se Washington eventualmente ajudaria a fechar os céus da Ucrânia caso a Rússia lançasse novos ataques, Trump deu sinal verde de que a medida poderia ser tomada se necessário, mas que esperava que um acordo de paz pudesse ser alcançado antes.

Ao final do encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Zelensky, que já propôs negociações presenciais com Putin em outros momentos, disse reconhecer “o apoio norte-americano” e que sabe que “Trump fará o possível para colocar fim à guerra”.

Em rede social, o presidente ucraniano classificou a reunião como “boa” e expressou agradecimento à “forte ênfase colocada no fortalecimento da defesa aérea da Ucrânia”.

(*) Com Ansa