Trump diz que acatou mudanças em plano de paz após ‘contribuições’ de Rússia e Ucrânia
Presidente dos EUA afirma ter ‘aprimorado’ documento visando um acordo permanente para conflito vigente desde 2022
Em declaração realizada nesta terça-feira (25/11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que fez alterações no documento apresentado a Rússia e Ucrânia visando um acordo de paz permanente que ponha fim à guerra travada desde fevereiro de 2022.
Segundo Trump, o documento original apresentado por Washington na semana passada – que continha 28 pontos – foi “aprimorado, com contribuições adicionais apresentadas por ambos os lados”.
No entanto, a declaração não especifica quais foram as mudanças que teriam sido feitas à proposta original, nem quantas mudanças teriam sido provocadas por pedido de Moscou, e quantas por solicitação de Kiev.
“Restam apenas alguns pontos de discordância”, disse o mandatário estadunidense, que mencionou a possibilidade de chegar “em breve” a um acordo definitivo para dar fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Trump também disse que instruiu seu enviado especial, Steve Witkoff, para que viaje a Moscou e se encontre pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, enquanto o secretário do Exército, Dan Driscoll, irá a Kiev, para conversar com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O presidente norte-americano disse que o acordo será debatido em reunião, nos próximos dias, com o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Guerra, Pete Hegseth; e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles.
Para finalizar, Trump revelou o desejo de se reunir pessoalmente Putin e Zelensky, “mas somente quando o acordo para encerrar esta guerra esteja finalizado, ou em seus estágios finais”.

Presidente dos EUA disse querer se reunir com homólogos da Rússia e da Ucrânia sobre plano de paz
Casa Branca
“Esperamos que a paz seja alcançada o mais rápido possível”, concluiu o mandatário, na mensagem publicada em seu perfil na rede Truth Social.
Plano original
Vale recordar que o documento apresentado na semana passada incluía, entre outros pontos, o reconhecimento da Crimeia e do Donbas como território legítimo da Rússia e a definição do idioma russo como língua oficial de ambos os territórios.
Também estipulava que a Ucrânia não poderá ser aceita como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e será obrigada a reduzir o tamanho das suas forças armadas.
Outro ponto importante seria a obrigação aos Estados Unidos e à União Europeia de levantar gradualmente todas as sanções econômicas impostas à Rússia.
Finalmente, a Ucrânia se comprometeria a realizar eleições presidenciais dentro de um prazo máximo de 100 dias após a entrada em vigor do documento.
Resta saber quais desses pontos foram alterados, quais foram mantidos, e como ficou o texto que será discutido entre as partes a partir de agora.
Vale acrescentar, também, que o governo da Rússia reforçou nesta segunda-feira (24/11), em um comunicado, a posição que tem defendido desde abril deste ano, de que não assinará um cessar-fogo temporário com a Ucrânia, e que só estaria disposta a um acordo para a paz definitiva, que coloque fim à guerra.
Com informações de Al Jazeera e RT.























