Trump e Putin avançam em acordo para possível fim da guerra na Ucrânia, afirma Washington
Conversa entre mandatários dos EUA e da Rússia aconteceu por telefone e teve saldo ‘positivo’, segundo porta-voz da Casa Branca
Em comunicado lido nesta segunda-feira (29/12), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a realização de uma nova conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre um possível acordo de paz para o fim da guerra na Ucrânia.
“O presidente Trump concluiu uma conversa positiva com o presidente Putin sobre a uma solução para o conflito na Ucrânia”, disse a porta-voz da Casa Branca.
Segundo a versão dada por Washington, a conversa foi “positiva” e abordou tópicos que haviam sido discutidos, anteriormente, entre o próprio Trump e o mandatário ucraniano Volodymyr Zelensky, em uma reunião presencial realizada neste domingo (28/12), na Flórida.
Exigências da Rússia
Segundo o canal russo RT, Putin disse a Trump, na conversa telefônica desta segunda-feira, que uma das principais condições para um acordo são as garantias de que a segurança da Rússia será mantida a longo prazo.
Nesse sentido, Moscou afirma que o acordo precisará definir regras claras para frear a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Outras exigências são a retirada completa das tropas de Kiev das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhya, além do reconhecimento por parte da Ucrânia que esses territórios, e também a região da Crimeia, agora pertencem à Federação Russa. Outra condição é a criação de mecanismos com supervisão russa para garantir neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
Finalmente, o Kremlin defende que o mandato de Zelensky expirou em maio de 2024 e que a Ucrânia precisa realizar eleições com urgência para poder ter uma administração com legitimidade para negociar os tratados em nome do país.

Conversa entre Putin e Trump foi considerada ‘positiva’, segundo comunicado da Casa Branca
TASS
‘Mais próximo’, mas nem tanto
Após a reunião de domingo com Zelensky, o próprio Trump disse que considerava estar supostamente “mais próximo” de um acordo de paz, mas, estranhamente, reconhecendo que ainda não haveria uma solução para as divergências a respeito do controle da região do Donbas, conquistada pela Rússia e que a Ucrânia pede que seja devolvida.
Outro ponto importante de discordância é o fato de que a Rússia afirma que só assinará um acordo se for estabelecido um tratado com “objetivos duradouros” ou “de longo prazo”, e não um cessar-fogo provisório.
No comunicado da Casa Branca, não há detalhes sobre se os avanços relatados são para um acordo temporário ou permanente.
Com informações de RT.























