Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (14/03) que após discussões “muito boas” e “produtivas” com seu homólogo russo, Vladimir Putin, na última quinta-feira (13/03), “há uma grande chance” de que a guerra na Ucrânia chegue ao fim.

A declaração do presidente republicano sobre a possibilidade do fim do conflito vai ao encontro da afirmação de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Segundo ele, “há motivos para ser cautelosamente otimista”.

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Ambas as declarações ocorrem após as conversas entre Putin e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, na última quinta-feira (13/03). A ocorreu a portas fechadas e não há muitas informações detalhadas sobre o que foi conversado entre eles.

Segundo o Kremlin, por meio de Witkoff, Putin “transmitiu informações e sinais adicionais” ao mandatário republicano. De acordo com o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Pesko, também há “há razões para estar cautelosamente otimista sobre a resolução do conflito ucraniano”.

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“É verdade que ainda há muito a fazer, mas o presidente, mesmo assim, se solidariza com a posição de Trump. Putin disse que apoia a posição de Trump sobre o acordo, mas levantou algumas questões que precisam ser respondidas em conjunto”, analisou Peskov.

Sobre um encontro entre Putin e Trump, o porta-voz esclareceu a data da reunião que ainda não foi acertada. “Depois que Witkoff levar todas as informações a Trump, decidiremos o momento das negociações”, enfatizou.

A secretária de imprensa da Casa Branca Karoline Leavitt anunciou em 12 de março que Witkoff viajaria para Moscou para discutir maneiras de resolver o conflito na Ucrânia.

Witkoff, que havia participado anteriormente de conversas com uma delegação russa em Riad em 18 de fevereiro, chegou a Moscou na tarde de quinta-feira. De acordo com uma fonte da TASS, ele deixou a capital russa na manhã desta sexta-feira.

RS/Fotos Públicas
 Cessar-fogo provisório de 30 dias, proposta sugerida pelos Estados Unidos, está no centro das negociações

O que está sendo negociado?

Está sendo debatido entre com a Ucrânia e a Rússia um cessar-fogo provisório de 30 dias, proposta sugerida pelos Estados Unidos durante as negociações na Arábia Saudita.

Na última segunda-feira (11/03), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que seu país está “pronto” para aceitar a proposta.

Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, advertiu na última quarta-feira (12/03) que a posição de seu país sobre a guerra na Ucrânia não se decide “no exterior graças a acordos ou esforços de outras partes”.

Com a chegada do enviado dos EUA a Moscou na última quinta-feira (13/03), Putin concordou que a “trégua deve levar à paz a longo prazo” e “a eliminar as causas iniciais da crise”.

“Com base na evolução da situação do terreno, concordaremos com os próximos passos para o cessar-fogo e para chegar a um acordo que seja aceitável a todos”, disse o líder russo.

Situação em Kursk no centro do cessar-fogo

Por meio de uma declaração na rede social Truth, Trump ainda falou sobre a situação das tropas ucranianas em Kursk, reconhecendo o avanço russo sobre as tropas de Kiev.

“Neste exato momento, milhares de tropas ucranianas estão completamente cercadas pelo exército russo, em uma posição muito ruim e vulnerável. Solicitei veementemente ao presidente Putin que suas vidas fossem poupadas”, disse.

Por sua vez, Putin fez orientou, nesta sexta-feira (14/03) que “o regime de Kiev deve ordenar que suas forças se rendam” para que o pedido de Trump seja atendido.

“Para implementar efetivamente o apelo do presidente dos EUA, é necessária uma ordem apropriada da liderança militar e política da Ucrânia para que suas unidades militares deponham suas armas e se rendam”, disse o líder russo.

(*) Com Ansa, Tass e TeleSUR