Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Volodymyr Zelensky viajou para os Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump neste domingo (28/12) em sua residência Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que as negociações sobre o conflito na Ucrânia estão em sua fase final. “Estamos na fase final das negociações e veremos o que acontece, porque, caso contrário, isso vai se arrastar por muito tempo”, disse Trump. Ele acrescentou que, em sua opinião, ambos os lados pretendem chegar a um acordo.

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Segundo a proposta de paz de 20 pontos do líder ucraniano, Zelensky quer que Kiev receba garantias de segurança nos moldes do Artigo 5 da OTAN, para dissuadir novas agressões russas, e que a Ucrânia mantenha suas forças armadas no nível atual de 800.000 soldados. O plano também exige uma data precisa para a adesão da Ucrânia à União Europeia.

O plano também prevê um auxílio de US$ 800 bilhões para reconstruir a infraestrutura e a economia da Ucrânia no pós-guerra. O plano também prevê a intensificação das negociações com os EUA para um acordo de livre comércio.

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Zelenskyy também propõe que a Ucrânia divida o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia, com os EUA, ficando a Ucrânia com metade da energia e cabendo aos EUA alocar a outra metade conforme seus interesses.

Diálogo com Putin

Cerca de duas horas antes da reunião com Zelensky, o presidente dos EUA teve uma conversa telefônica ‘boa e muito produtiva’ com Vladimir Putin. O enviado presidencial russo , Kirill Dmitriev, comentando a notícia, afirmou que “o diálogo importantíssimo continua”.

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O conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov observou que “o ponto principal é que os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos geralmente compartilham uma visão semelhante sobre o fato de que a opção proposta pelos ucranianos e europeus de um cessar-fogo temporário sob o pretexto de preparar um referendo ou outros pretextos só leva a um prolongamento do conflito e acarreta o risco de retomada das hostilidades”.