Ucrânia: chefe da OTAN prevê ‘divergência territorial’ em reunião trilateral sobre acordo de paz
Segundo Mark Rutte, ucranianos estariam ‘em desvantagem numa questão sensível’ diante da Rússia; Zelensky diz que país quer ‘definir pontos essenciais’ com a Rússia
Em coletiva para a imprensa realizada nesta segunda-feira (26/01), o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o holandês Mark Rutte, disse que a possibilidade de que seja assinado um acordo de paz durante as reuniões trilaterais que acontecem nos Emirados Árabes dependerá do governo da Ucrânia.
Segundo Rutte, Kiev deveria aceitar as exigências feitas pela Rússia e os termos propostos pelos Estados Unidos – este último, país mediador do diálogo.
“As negociações estão travadas devido a temas territoriais muito sensíveis, nos quais há divergência, e que são temas muito importantes para os ucranianos, somente eles podem tomar uma decisão sobre aceitar ou não um compromisso”, comentou.
O secretário-geral também afirmou que o governo dos Estados Unidos teria dado “as garantias de segurança necessárias” ao governo ucraniano, mas sem mencionar quais seriam elas.
Questionado pelos jornalistas, Rutte disse ser falsa a versão de que Trump teria exigido a anexação do território da Groenlândia por parte dos Estados Unidos como condição para dar as garantias da segurança pedidas pela Ucrânia.
Ao finalizar, o secretário disse estar “politicamente fora de questão” o ingresso da Ucrânia como membro da OTAN, mas completou “pelo menos por enquanto”.

Zelensky e Rutte durante encontro para expressar apoio à causa da Ucrânia
Mark Rutte / X
Preparativos
Por sua parte, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que a delegação ucraniana já encerrou os preparativos para a próxima rodada de conversas trilaterais com a Rússia e os Estados Unidos.
Segundo o mandatário, “as reuniões (anteriores) abordaram uma série de questões importantes, principalmente militares, agora pretendemos definir as questões essenciais para o fim do conflito”.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as conversas começaram “de forma construtiva”, mas ressaltou que “ainda há muito trabalho a ser feito”.
“Seria um erro esperar alta eficácia dos primeiros contatos. Trata-se de uma questão muito complexa, com tópicos difíceis na agenda”, disse o funcionário russo, em entrevista à agência TASS.
Com informações de The Guardian.
























