Sábado, 6 de dezembro de 2025
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A jornada desta terça-feira (25/11) registrou uma escalada importante do conflito entre Rússia e Ucrânia, com ofensivas lançadas por ambas as partes, contra seus territórios vizinhos.

Os ataques recíprocos acontecem em meio a uma campanha dos Estados Unidos para convencer os governos dos dois países a assinarem um acordo de cessar-fogo que coloque fim à guerra iniciada em fevereiro de 2022.

As primeiras ações foram registradas durante a madrugada, quando Kiev realizou ataques com drones contra duas regiões russas.

Em Rostov, os drones ucranianos teriam causado a morte de três pessoas e deixado ao menos oito feridos, segundo as autoridades locais.

A outra região russa atingida foi Krasnodar, onde não houve registro de mortos até o momento, apenas de seis pessoas feridas.

O governo da Rússia emitiu um comunicado após os ataques, destacando que “o regime ucraniano segue com a condenável estratégia de atacar regiões civis, colocando a população local em risco”.

Rússia disparou mísseis contra Kiev alegando ser resposta a ataques com drones lançados pelas forças ucranianas
Sergei Bobylev / Sputnik

Resposta russa

A nota do Kremlin foi emitida quase em simultâneo com a resposta militar de Moscou, que teve início com um bombardeio contra alvos próximos à Kiev, capital da Ucrânia.

O Ministério da Defesa russo alegou, em um segundo comunicado, que seu ataque em retaliação mirou apenas em centrais energéticas ucranianas, sem buscar objetivos civis.

No entanto, a Prefeitura de Kiev contestou essa informação com um informe no qual há registro de pelo menos sete civis mortos e 23 pessoas feridas.

Além do bombardeio às proximidades de Kiev, as forças russas avançaram por terra em direção à cidade de Ivanopolie, próxima a Donetsk, na região do Donbas. A localidade estava sob o domínio ucraniano, mas que passou a ser controlada por Moscou.

A União Europeia também se manifestou dizendo que foi identificada a presença de drones russos nos territórios da Romênia e da Moldávia. Ainda não informações específicas sobre bombardeios e vítimas nesses países.

Com informações de RT e ANSA.