Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou neste sábado (20/12) que os Estados Unidos sugeriram a realização de uma reunião com a Rússia em Miami, reunindo representantes dos três países, mas não estabeleceram uma data. O mandatário ucraniano acrescentou que a União Europeia também poderia participar desse encontro.

“Os Estados Unidos estão agora propondo ​uma reunião trilateral com conselheiros de segurança nacional – Estados Unidos, Ucrânia e Rússia […] se ​essa ⁠reunião ⁠puder ser realizada agora para ‌permitir a troca de prisioneiros de guerra ‍ou um acordo sobre uma reunião ​tripartite ‌de líderes, nós apoiaremos ‍essas propostas. Vamos ver como as coisas vão se desenrolar”, disse à imprensa.

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“Os europeus poderiam estar presentes, e seria lógico realizar uma reunião conjunta após compreender os possíveis resultados do encontro que já ocorreu”, acrescentou.

Na sexta-feira (19/12), o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente norte-americano, Jared Kushner, reuniram-se perto de Miami com o negociador ucraniano Rustem Umerov e representantes da França, Reino Unido e Alemanha. A inclusão direta de autoridades europeias foi uma novidade. Naquele mesmo dia, o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, prometeu que nenhum acordo seria imposto à Ucrânia e nem à Rússia.

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“Não podemos obrigar a Ucrânia a chegar a um acordo. Não podemos obrigar a Rússia a chegar a um acordo. Eles precisam querer chegar a um acordo”, afirmou o diplomata. 

Ainda à imprensa, Zelensky voltou a defender que os Estados Unidos devem exercer “pressão total” contra a Rússia, citando como exemplo a possibilidade de fornecer mais armamentos ao seu país e ampliar as sanções para atingir toda a economia russa. 

Volodymyr Zelensky que os Estados Unidos sugeriram a realização de uma reunião com a Rússia em Miami
RS/Fotos Publicas

Troca de ataques

Enquanto um cessar-fogo não é firmado, a Ucrânia informou que drones do país atingiram um navio de guerra russo e uma plataforma de perfuração de petróleo operada pela Lukoil no Mar Cáspio. Além disso, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) afirmou que o aeródromo militar russo de Belbek, na Crimeia ocupada, foi atacado por drones, resultando em danos a dois caças.

Por outro lado, a nação chefiada por Vladimir Putin realizou uma ampla ofensiva com drones em território ucraniano. As Forças de Defesa Aérea da Ucrânia, no entanto, afirmaram ter destruído 31 dos 51 dispositivos lançados.

(*) Com Ansa