Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
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Ao menos 25 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, após um ataque de um homem portando uma bomba na Igreja Mar Elias no domingo (22/06), segundo a agência de notícias estatal SANA, que citou os dados do Ministério da Saúde para o número de mortos e feridos. A explosão aconteceu em Dweil’a, nos arredores de Damasco, enquanto as pessoas rezavam durante a missa.

O Ministério do Interior sírio culpou o Estado Islâmico, apesar de nenhum grupo ter assumido a responsabilidade. Segundo a emissora catari Al Jazeera, o órgão relatou que um combatente do grupo entrou na igreja e atirou nas pessoas antes de se detonar com um colete explosivo, ecoando os depoimentos de algumas testemunhas.

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“Equipes de resgate da Defesa Civil da Síria continuam recuperando corpos no local”, disse um comunicado do Ministério do Interior no Telegram no domingo. A SANA também informou que pelo menos 63 pessoas ficaram feridas. Uma parte da mídia local noticiou que havia crianças entre as vítimas.

O ataque foi o primeiro do tipo na Síria em anos e ocorre em um momento em que o incipiente governo interino liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa tenta obter o apoio das minorias.

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Ministério da Saúde sírio informa que 25 pessoas morreram no atentado e 63 ficaram feridas

Ministério da Saúde sírio informa que 25 pessoas morreram no atentado e 63 ficaram feridas Ministério do Interior da Síria / Telegram

Uma testemunha que se identificou como Rawad disse à agência de notícias Associated Press que viu o agressor, que estava acompanhado por outros dois, que fugiram enquanto dirigia perto da igreja. “Ele estava atirando na igreja… depois entrou na igreja e se explodiu”, disse ele. Forças de segurança e socorristas correram para o local.

Respostas

O ministro da Informação sírio, Hamza al-Mostafa, condenou a explosão, chamando-a de ataque “terrorista”. “Este ato covarde vai contra os valores cívicos que nos unem”, disse ele em uma postagem no X.

“Não recuaremos em nosso compromisso com a cidadania igualitária… e também afirmamos o compromisso do estado de envidar todos os esforços para combater organizações criminosas e proteger a sociedade de todos os ataques que ameacem sua segurança.”

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen, condenou “nos termos mais veementes possíveis o ataque terrorista” à igreja e expressou “sua indignação com este crime hediondo”. Ele apontou que “as autoridades interinas sírias atribuíram este ataque ao Estado Islâmico” e pediu uma “investigação completa e ação por parte das autoridades”.

Vários países condenaram o ataque, incluindo a vizinha Turquia, que o chamou de “traiçoeiro” e uma tentativa de interromper os esforços para alcançar estabilidade e segurança na Síria.

O Estado Islâmico ainda não se manifestou à acusação.

(*) Com Al Jazeera

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