Um drone israelense lançou na sexta-feira (01/08) um panfleto sobre a cidade de Yaroun, no sul do Líbano, contendo uma ameaça direta e renovada contra um membro da resistência Hezbollah, Mohammad Chahine. A informação é da agência nacional de notícias NNA.
O sul libanês também sofreu ataques na noite de quinta-feira (31/07), quando as Forças Armadas de Israel violaram novamente o acordo de cessar-fogo, firmado em novembro de 2024, ao realizar uma escalada aérea até o vale de Bekaa, no leste do Líbano.
Aviões de guerra sionistas atacaram repetidamente as cidades de al-Aaishiyah, al-Mahmoudiya e al-Jarmaq no sul, enquanto as forças de ocupação lançaram bombas sinalizadoras sobre a área de Wazzani.
Na região de Bekaa, as forças de ocupação atacaram os arredores de várias aldeias com ataques aéreos intermitentes que duraram cerca de uma hora, de acordo com o correspondente do jornal local Al Mayadeen, tendo como alvo os arredores das cidades de Nabi Sheet, Masa e Brital.
O Ministério da Saúde libanês informou que um ataque de drone na cidade de Bint Jbeil, no sul do país, matou um civil e feriu outros quatro nesta segunda-feira (28/07).

No último sábado (26/07), o centro de operações de emergência do Ministério da Saúde Pública libanês relatou três mártires: dois mortos em um ataque aéreo israelense na cidade de Dabaal, no distrito de Tiro, e um civil martirizado na estrada Srifa-Tuwairi.
Os dois jovens, Ali Gharib e Muhammad Haidar Aboud, foram mortos pelos israelenses enquanto alimentavam galinhas em um galinheiro localizado perto de sua casa na cidade de Dabaal, de acordo com relatos de moradores locais.
O presidente libanês, Joseph Aoun, teve uma reunião com o líder do bloco parlamentar do Hezbollah, o deputado Mohammad Raad, na quinta-feira (31/07), no Palácio Presidencial de Baabda.
Segundo o correspondente do Al Mayadeen, o encontro ocorreu logo após Aoun fazer um discurso no Dia do Exército Libanês, no qual pediu aos Estados Unidos que interrompessem as violações israelenses da soberania libanesa por terra, ar e mar.
Ao mesmo tempo, o presidente também exigiu “a retirada de todas as armas das forças armadas do país, incluindo o Hezbollah”. As discussões fazem parte de esforços para evitar que o Líbano entre em uma instabilidade política ainda maior – um cenário que muitos acreditam estar sofrendo interferências estrangeiras que buscam enfraquecer a Resistência.