Segunda-feira, 9 de março de 2026
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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, da União Democrata-Cristã (CDU) de extrema direita, elogiou Israel por seus ataques contra o Irã nesta terça-feira (17/06), à margem da cúpula do G7 no Canadá. Em entrevista à emissora local ZDF, o ministro expressou “maior respeito” ao exército israelense por suas ofensivas em curso no país persa, que deixaram mais de 450 mortos em menos de cinco dias.

“Este é o trabalho sujo que Israel está fazendo por todos nós. Também somos vítimas”, declarou Merz, alegando que o Irã “trouxe morte e destruição ao mundo” ao associar o apoio do país ao grupo palestino Hamas, que luta pelos direitos do povo palestino e contra o genocídio promovido por Tel Aviv desde outubro de 2023.

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“Estamos lidando com um regime de terror aqui, tanto interna quanto externamente. Seria bom se este regime chegasse ao fim”, defendeu o político de extrema direita.

Na avaliação da autoridade alemã, a liderança iraniana ficou “enfraquecida” depois dos ataques israelenses e “provavelmente não retornará à sua antiga força”. Ameaçou também que caso Teerã não recue, “a destruição completa do programa nuclear iraniano está na agenda”.

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Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz apoia ataque de Israel contra o Irã
Wikimedia Commons/Michael Lucan

No âmbito da cúpula do G7, o alemão indicou a possibilidade de que uma oferta europeia de assistência diplomática possa ser oferecida caso o governo iraniano retome negociações de paz com Israel. Segundo ele, a oferta continuaria válida como antes da ofensiva deflagrada pelo governo de Benjamin Netanyahu.

“Se uma nova situação surgir, Alemanha, França e Reino Unido estariam novamente preparados para fornecer assistência diplomática, como estavam até quinta-feira passada”, afirmou. “E se [Teerã] não estiver pronto para iniciar as negociações, Israel seguirá o caminho até o fim.”

A guerra contra o Irã foi iniciada por Israel em 13 de junho, dois dias antes de uma nova rodada de negociações envolvendo o acordo nuclear entre Teerã e Washington. Tel Aviv bombardeou instalações nucleares e militares do Irã e matou vários comandantes de alto escalão das forças armadas iranianas

O regime sionista alega que tem como objetivo desmantelar o programa nuclear do país persa e evitar que o regime dos aiatolás desenvolva uma bomba atômica. Entretanto, em entrevista a Opera Mundi, o deputado israelense da coalizão Hadash, Ofer Cassif, avaliou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visa a sua sobrevivência política quando decide escalar a agressão contra Teerã, ao desviar a atenção do genocídio em curso na Faixa de Gaza.

(*) Com Ansa