Hoje na História: 1953 - Morre Josef Stalin, líder da União Soviética

Stalin governou a União Soviética por quase 30 anos e era conhecido como o 'homem de aço' pelos russos

Max Altman

No dia 5 de março de 1953 morreu Josef Vissarionovitch Djugashvíli, ou Stalin, “homem de aço” na língua russa, como ficou conhecido. Nascido na Geórgia em 1889 – então parte do império russo – Stalin veio a falecer em sua datcha (casa de campo) nos arredores de Moscou, vítima de uma hemorragia cerebral.

Stalin governou a União Soviética por quase 30 anos. No dia 5, todas as organizações comunistas do mundo inteiro manifestaram o luto pela ida do líder. Em muros de diversas cidades do planeta, em variados idiomas, foi possível ler a mesma inscrição: “Glória eterna ao camarada Stalin”.

Os admiradores na comunidade internacional renderam homenagens ao vencedor da batalha de Stalingrado (17 de julho de 1942 a 2 de fevereiro de 1943), que libertou a União Soviética e o resto dos países dos nazistas e transformou a URSS em curto tempo de um país semi-feudal a uma potência industrial. Seus detratores lembraram seu “reinado” caracterizado pelas coletivizações forçadas e um período de repressão sem precedentes, que traria conseqüências desastrosas.

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Retrato de Stalin, Lênin e Kalinin no VII Congresso do Partido Comunista, em 1919


Stalin era filho de um pai alcoólatra e apanhava severamente da mãe, lavadeira. Ele aprendeu russo, idioma que falou com um pesado sotaque pelo resto da vida. Enquanto estudava para ser padre num seminário teológico de Tblisi, começou secretamente a ler Marx, Engels e outros pensadores revolucionários socialistas.

Ativismo

A partir de 1900, Stalin tornou-se um militante político revolucionário, participando de manifestações e greves. Juntou-se à ala mais ativa do Partido Social-Democrata, os bolcheviques, vindo a ser um seguidor de líder partidário, Vladímir Ilyitch Lenin. Stalin foi preso sete vezes entre 1902 e 1913, sujeito inclusive a exílio.

A primeira grande viragem de Stalin ocorreu em 1912, quando Lênin, exilado na Suíça, nomeou-o membro do comitê central do Partido Bolchevique, que se havia cindido do Partido Social-Democrata. No ano seguinte, abandonando o sobrenome Djugashvíli para adotar definitivamente seu novo nome, publicou um notável artigo sobre o papel do marxismo no destino da Rússia. 

Pós-revolução

Em 1917, escapando de um exílio na Sibéria, juntou-se a Lenin para se opor duramente ao governo provisório de Kerensky, que havia destronado o czar e instaurado a república, culminando em outubro com o triunfo da revolução bolchevique. Stalin continuou subindo na escala partidária de comissário para as nacionalidades a secretário-geral do Comitê Central – cargo que lhe propiciaria exercer controle sobre o partido.

Após a morte de Lenin, começou a consolidar o seu poder absoluto, expurgando inimigos e rivais, inclusive seu maior inimigo, Leon Trotsky, assassinado durante exílio no México. Stalin deixou de lado a NEP (Nova Política Econômica) de Lênin, que havia produzido alguma descentralização da economia para adotar os Planos Qüinqüenais rigorosamente centralizados. Stalin exigiu e obteve o controle da economia assim como de muitos aspectos da vida soviética.

Segunda Guerra

A despeito do imenso desgaste político internacional, em especial junto a diversos intelectuais de esquerda que não admitiam sua aproximação com o líder do nazi-fascismo, assinou um pacto de não-agressão com Hitler pretextando razões estratégicas e melhor preparação para a guerra que se aproximava.

Em maio de 1941, foi eleito presidente do Conselho de Comissários do Povo,  ou seja, chefe de Estado e não mais simplesmente secretário-geral do partido. Um mês depois a Alemanha invade a URSS, avançando significativamente em seu vasto território. Quando as tropas nazistas se aproximaram de Moscou, Stalin permaneceu na capital, dirigindo uma política defensiva de terra-arrasada e exercendo controle pessoal sobre as estratégias do Exército Vermelho.

Durante a Segunda Guerra, Stalin reuniu-se com as principais lideranças ocidentais, Roosevelt e Churchill em Teerã (1943) e Ialta (1945). Sua férrea vontade e habilidade política lhe permitiram desempenhar o papel de aliado embora nunca tenha abandonado sua visão estratégica de expansão de sua área de influência.

Também nesta data:
1827 – Morre o físico e matemático francês Pierre-Simon Laplace
1827 - Morre físico italiano Alessandro Volta, inventor da pilha elétrica
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