Hoje na História: 1959 - Primeira boneca Barbie é apresentada ao público nos EUA

Nome do brinquedo foi escolhido por ser o da filha da criadora, Ruth Handler

Max Altman

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* Atualizada às 6h do dia 9 de março de 2015.

Em 9 de março de 1959, a primeira boneca Barbie é apresentada ao público na Feira Americana de Brinquedo, na cidade de Nova York.

Com 28 centímetros de altura e vasta cabeleira loira, a Barbie foi a primeira boneca produzida em massa nos Estados Unidos com feições de adulta.

Reprodução/Mattel
A mulher por detrás de Barbie era Ruth Handler, cofundadora com seu marido, em 1945, da fábrica de brinquedos Mattel Inc.

Após notar que sua filha mais nova passara a ignorar as bonecas de sua infância para brincar de faz-de-conta com bonecas de papel de mulheres adultas montadas a partir de recortes de revista, Handler se deu conta que havia um importante nicho no mercado de brinquedos que proporcionasse às meninas, ainda vivendo a infância, imaginar o seu futuro.

A aparência de Barbie foi moldada segundo uma boneca chamada Lilli, por sua vez baseada numa personagem de uma tirinha cômica alemã. Originalmente oferecida ao mercado para ser vendida em tabacarias, como presente um tanto picante a homens adultos, a boneca Lilli se tornou mais tarde extremamente popular entre as crianças.

Mattel comprou os direitos de Lilli e produziu sua própria versão, que Handler chamou de Barbara, o nome de uma de suas filhas. Com seu patrocínio do programa de televisão "Mickey Mouse Club" em 1955, a Mattel tornou-se a primeira fábrica de brinquedos a realizar comerciais para crianças.

Usaram a televisão para promover seu novo brinquedo e, em 1961, a enorme demanda dos consumidores da boneca levou a Mattel a criar um namorado para a Barbie. Handler denominou-o Ken, o nome de seu filho. A melhor amiga de Barbie, Midge, veio à luz em 1963, e sua irmãzinha, Skipper, estreou no ano seguinte.  

Ao longo dos anos, a Barbie gerou enormes vendas – e uma montanha de controvérsias. Do lado positivo, muitas mulheres viam em Barbie uma alternativa ao tradicional papel dos gêneros – masculino e feminino – vivido nos anos 1950. Barbie era apresentada exercendo as mais variadas profissões: comissária de bordo, médica, piloto, astronauta, atleta olímpica e até candidata à presidência dos Estados Unidos. Outros consideravam que a oferta sem fim de roupas luxuosas, carrões e “mansões de sonho” encorajava as crianças a uma visão unicamente materialista.

Contudo, foi a aparência de Barbie que causou a maior polêmica. Sua cintura fina e enormes seios levaram muitos a afirmar que a Barbie propiciava um exemplo nada realista e prejudicial, alimentando uma autoimagem negativa às meninas que não possuíam aquele corpo ideal.

A despeito das críticas, as vendas da boneca em todo o mundo continuavam a disparar, atingindo já em 1993 a fabulosa soma de 1 bilhão de dólares anualmente. Desde 1959, mais de 800 milhões de bonecas da família Barbie haviam sido vendidas em todo o planeta, transformando-a num verdadeiro ícone mundial, inscrita, inclusive, em dicionários de vários idiomas como sinônimo de mulher elegante, bonita, loira, superficialmente atraente, porém insípida e de ideias curtas.

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