Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Cerca de 150 colonos israelenses impediram, na madrugada desta terça-feira (29/09), o retorno de uma família palestina à sua casa no vilarejo de Jalud, ao sul de Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada. As informações são do Haaretz.

Segundo a reportagem os colonos apedrejaram e invadiram as instalações de propriedades da família Tubasi, que precisou ser retirada novamente do local. A família havia deixado suas propriedades cerca de dois meses antes, após sucessivos episódios de violência e intimidação por parte de colonos. A decisão judicial, no entanto, determinou que o Estado israelense permitisse seu retorno em segurança e adotasse medidas para evitar novas invasões.

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Na noite de segunda-feira (28/09), eles foram informados que voltariam para casa e chegaram escoltados na residência, mas, pouco depois, colonos começaram a se concentrar na região e a lançar pedras. Segundo o Haaretz, três agentes da Guarda de Fronteira foram levemente feridos, ao tentar dispersar o grupo com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.

Os colonos, no entanto, ultrapassaram o bloqueio e avançaram até o telhado de uma das residências onde a família buscava proteção. As forças israelenses, então, retiraram os palestinos da própria residência em um veículo militar blindado. Após a evacuação, os israelenses incendiaram instalações da propriedade e veículos pertencentes à família.

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Nablus, situada a aproximadamente 63 quilômetros ao norte de Jerusalém
Hadi Hijjawi / Wikipedia Commons

‘Falharam miseravelmente’

A polícia israelense informou que três suspeitos foram detidos e  disse ao jornal que a operação havia sido iniciada com apenas 12 agentes da Guarda de Fronteira. Segundo uma fonte de alto escalão da segurança, “as FDI falharam miseravelmente” na preparação.

A reportagem destaca que a polícia e o Shin Bet não foram comunicados sobre o retorno dos palestinos à residência, e que reforços foram mobilizados apenas após a chegada de mais de 100 colonos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como “tumultos violentos”. Segundo ele, “um punhado de manifestantes violentos” não representa o que chamou de “comunidade de colonos cumpridores da lei”.

A violência de colonos também foi registrada em outras localidades da Cisjordânia ocupada. Em Al-Mughayyir, a nordeste de Ramallah, colonos incendiaram uma casa e veículos palestinos. Em Beitunia, colonos entraram na cidade e bloquearam vias.

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