Bar Partisan promove atividade cultural pró-palestina no RJ
Com atrações artísticas e debates, ‘defensores da humanidade' estarão reunidos neste sábado (11) durante evento; jornalista Breno Altman é uma das presenças confirmadas
O Bar Partisan promove na tarde deste sábado (11/04) um encontro cultural com diversas figuras do mundo artístico, do jornalismo, da defesa dos direitos humanos e entidades políticas.
Com música, dança, teatro, poesia e debates, o encontro ocorre após os ataques e multa pelo Procon do Rio de Janeiro em função de uma placa que expressava repúdio a Israel e Estados Unidos pela cumplicidade no genocídio cometido na Faixa de Gaza.
Localizado na Lapa, no centro da capital fluminense, o estabelecimento é um “aparelho político dedicado ao fortalecimento de pautas progressistas”, disse Thiago Braga Vieira, proprietário do bar, a Opera Mundi. O evento acontece a partir das 18h, no próprio Partisan.
No total, 33 ativistas, entidades e partidos políticos estarão presentes. Entre elas, estão o jornalista Breno Altman, fundador de Opera Mundi, o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ), a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ), a vereadora Maíra do MST (PT-RJ), a ex-vereadora Mônica Cunha (PSOL-RJ), Maíra do MST, a historiadora Clarice Chacon e o ativista equatoriano Nico Calabrese, que integrou a segunda missão da Flotilha da Liberdade em direção à Faixa de Gaza, no segundo semestre de 2025.
Representantes da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), dos coletivos Árabes e Judeus pela Paz, A Nova Democracia, Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino e Articulação Judaica de Esquerda também estão na lista.
Nas redes sociais, o Bar Partisan publicou uma mensagem convocando seus simpatizantes ao ato: “os defensores da humanidade estarão reunidos neste sábado”.

Novo cartaz no Bar Partisan convoca para evento deste sábado (11)
Instagram / Bar Partisan
Multa do Procon
No dia 4 de abril, o Bar Partisan foi multado em R$ 9.520 pelo Procon carioca após instalar, do lado exterior do estabelecimento, uma placa em inglês dizendo que “cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não são bem-vindos”.
O órgão justificou que, nas conformidades do Código de Defesa do Consumidor, é proibido “qualquer forma de recusa de atendimento sem justificativa legítima, bem como práticas que coloquem o consumidor em situação de constrangimento ou discriminação”.
A Opera Mundi, Thiago Braga Vieira, proprietário do bar, ressaltou que o “Complexo Partisan/Pavunão da Lapa” se trata de um aparelho político dedicado ao fortalecimento de pautas progressistas, por onde se realizam plenárias, debates, palestras e atividades da esquerda organizada. Explica também que o espaço serve um leque de movimentos, coletivos e partidos, e que as decorações instaladas no local fazem referência da luta dos povos contra a opressão.
“Bandeiras, camisetas e broches com a estampa da Palestina estão espalhados por toda parte. Não é um ambiente que agradaria aos sionistas”, explica. “Nunca nos recusamos a atender ninguém. Não houve tal fato. A placa é uma manifestação artística com tema político, como todo o resto da decoração. Expressão simbólica do repúdio à agressão militar ao Irã e ao genocídio dos palestinos em Gaza”.
Em nota publicada pelas redes sociais, o Bar Partisan afirmou que “o episódio em questão deve ser compreendido exclusivamente como uma manifestação de ordem política e simbólica e desprovida de qualquer força normativa ou impedimento físico, de crítica a políticas de guerra e não deve ser vista como prática discriminatória ou de restrição de acesso”.
Informações:
Evento em apoio ao Bar Partisan
Sábado, 11 de abril, a partir das 18h.
A entrada pode ser pela Rua da Lapa nº 107 ou pela Rua Morais e Vale nº 31, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
























