Brasil condena ‘tratamento degradante e humilhante’ de Israel contra ativistas da flotilha
Itamaraty criticou diretamente Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Interna, e exigiu libertação imediata de membros da missão humanitária, que incluem quatro brasileiros
O governo do Brasil declarou que “deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses” após o vídeo publicado pelo próprio ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben-Gvir, que mostra os ativistas pró-Palestina da Flotilha Global Sumud, mantidos sob custódia após serem sequestrados pela Marinha israelense em águas internacionais, sendo humilhados e agredidos fisicamente.
A posição brasileira foi emitida pelo Itamaraty em nota na noite de quarta-feira (20/05) e menciona especificamente Itamar Ben-Gvir, responsável pelo compartilhamento do vídeo e que também aparece nas imagens sorrindo e lançando frases provocativas, como “Bem-vindos a Israel, nós somos os donos da casa” e “O povo de Israel está vivo”.
ככה אנחנו מקבלים את תומכי הטרור
Welcome to Israel 🇮🇱 pic.twitter.com/7Hf8cAg7fC
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) May 20, 2026
“O governo brasileiro deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses, em particular pelo Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud”, afirma.
A chancelaria também classifica a interceptação de embarcações da flotilha em águas internacionais como “ações ilegais”, exigindo a libertação imediata dos ativistas mantidos sob custódia pelo governo de Israel, que incluem quatro cidadãos brasileiros. O Brasil, por fim, cita respeito à Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, destacando se tratar de um dos compromissos internacionais assumidos por Israel.
“Ao reiterar seu repúdio à interceptação, em águas internacionais, das embarcações integrantes da flotilha e à detenção de seus participantes — ambas ações ilegais —, o Brasil demanda libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo de quatro cidadãos brasileiros, assim como pleno respeito a seus direitos e a sua dignidade, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado de Israel, a exemplo da Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes”, conclui.
























