Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Os colonos israelenses lançaram neste domingo (26/07) uma série de ataques por todo o território da Cisjordânia ocupada, e chegaram a incendiar duas mesquitas em Nablus e Tulkarm, danificando também equipamentos em uma instalação industrial próxima a Ramallah. De acordo com as autoridades palestinas, os colonos estavam sob respaldo das forças israelenes.

O portal Middle East Eye (MEE) detalhou que colonos invadiram cidades e vilarejos, além de atacarem veículos e dispararem munições para aterrorizar os moradores locais. As principais comunidades alvos das agressões fazem parte das províncias de Nablus, Tulkarm, Ramallah, Hebron, Salfit, Qalqilya, Jericó e Jerusalém. 

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Conforme os relatos obtidos pelo veículo, os colonos israelenses queimaram a mesquita al-Rahma, que fica localizada na vila de Qusra, ao sul de Nablus, e escreveram mensagens racistas em hebraico em suas paredes.

Uma ativista ouvida pelo MEE informou que Qusra tem sido repetidamente alvo dos colonos israelenses. Em 2011, os criminosos chegaram a queimar uma mesquita na vila; em 2024, incendiaram 47 casas; e em 2023, mataram seis palestinos em um único dia.

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Neste mesmo domingo, outra mesquita foi incendiada na vila de Kur, ao sul de Tulkarm, onde moradores disseram que os colonos também picharam mensagens racistas.

Por sua vez, o Conselho Palestino de Fatwas Superiores condenou os ataques israelenses, descrevendo-os como parte de uma “campanha sistemática contra locais de culto”.

“O incêndio da Mesquita al-Rahma na cidade de Qusra e da mesquita na vila de Kur representa um novo crime que se enquadra na política sistemática e perigosa da ocupação israelense, que visa locais sagrados e locais de culto”, disse o órgão em comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores palestino também condenou os crimes cometidos por colonos, destacando que se tratam de uma série de ataques deliberados realizados com a proteção e apoio das forças de ocupação israelenses.

“Atacar mesquitas e outros locais de culto, e escrever mensagens racistas e incitadores em suas paredes, reflete o verdadeiro rosto da ocupação colonial de colonos racistas e suas tentativas contínuas de transformar o conflito político em um conflito religioso, a fim de alimentar o ódio e justificar seus crimes contra o povo palestino”, afirmou a pasta.

Autoridade palestina pede ação internacional 

O presidente da Autoridade Palestina (AP) Mahmoud Abbas pediu neste domingo aos líderes mundiais que ajam com urgência para deter os ataques crescentes das forças israelenses e dos colonos na Cisjordânia ocupada. Em comunicado, o líder alertou contra a “escalada perigosa” e que “a situação ultrapassou incidentes isolados de violência”. 

De acordo com Abbas, trata-se de “uma política sistemática israelense destinada a criar novas realidades no terreno por meio da expansão dos assentamentos, escalada da violência dos colonos e enfraquecimento e minação da Autoridade Nacional Palestina”.

O presidente palestino enviou o comunicado em diversas cartas destinadas a lideranças de países árabes e europeus, bem como à União Europeia, ao secretário-geral da Liga dos Estados Árabes, ao presidente do Conselho de Segurança da ONU e à Missão do Estado da Palestina nas Nações Unidas.

Abbas também voltou a defender a “paz abrangente baseada na solução de dois Estados” ao convocar os atores internacionais a “implementar as resoluções relevantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, particularmente a Resolução 2334, que afirma a ilegalidade dos assentamentos israelenses no território palestino ocupado, e a fornecer proteção internacional ao povo palestino”.