Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
APOIE
Menu

Enquanto os amantes do futebol acompanham a reta final da Copa do Mundo nos Estados Unidos, a poucos dias da decisão entre Espanha e Argentina, um grupo de jovens amputadas tenta reconstruir a própria vida por meio do esporte na Faixa de Gaza. Vítimas do genocídio de Israel no território palestino, elas formaram uma equipe de futebol feminino e treinam regularmente, apesar das dificuldades impostas pelo conflito.

Em um campo simples, vestindo uniformes amarelos e vermelhos, as jogadoras se deslocam com o auxílio de muletas durante os treinos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Ferida durante a guerra, Farra, de 16 anos, foi tratada na Jordânia e recebeu uma prótese para substituir a perna direita amputada.

“Eu adoro futebol. Depois do ferimento, comecei a jogar e a treinar”, conta.

Mais lidas

A equipe reúne atualmente 13 jogadoras adultas e realiza treinamento s uma vez por semana.

“É minha primeira experiência. Ver meninas como eu me deu coragem e esperança. Isso me ajudou a mudar minha maneira de pensar”, diz Farra Abu Qainas, que perdeu a perna após um bombardeio israelense atingir a casa de um vizinho.

Vítimas do genocídio de Israel no território palestino formaram uma equipe de futebol
WAFA

Treinos em meio à destruição

O treinador Abu Ghalion diz que enfrenta enormes dificuldades para manter o projeto. Segundo ele, o objetivo é preparar a equipe para disputar uma competição internacional no próximo ano.

“Hoje, a maioria dos campos foi destruída pela última guerra. Além disso, as muletas não são de boa qualidade e se quebram facilmente, mas usamos muitas delas. E o maior desafio atualmente em Gaza é o transporte”, explica.