Em Gaza, jovens amputadas vítimas do genocídio israelense encontram no futebol caminho para recomeçar
Equipe feminina com 13 integrantes palestinas treina semanalmente com auxílio de muletas; maioria dos campos foi destruída por Israel
Enquanto os amantes do futebol acompanham a reta final da Copa do Mundo nos Estados Unidos, a poucos dias da decisão entre Espanha e Argentina, um grupo de jovens amputadas tenta reconstruir a própria vida por meio do esporte na Faixa de Gaza. Vítimas do genocídio de Israel no território palestino, elas formaram uma equipe de futebol feminino e treinam regularmente, apesar das dificuldades impostas pelo conflito.
Em um campo simples, vestindo uniformes amarelos e vermelhos, as jogadoras se deslocam com o auxílio de muletas durante os treinos.
Ferida durante a guerra, Farra, de 16 anos, foi tratada na Jordânia e recebeu uma prótese para substituir a perna direita amputada.
“Eu adoro futebol. Depois do ferimento, comecei a jogar e a treinar”, conta.
A equipe reúne atualmente 13 jogadoras adultas e realiza treinamento s uma vez por semana.
“É minha primeira experiência. Ver meninas como eu me deu coragem e esperança. Isso me ajudou a mudar minha maneira de pensar”, diz Farra Abu Qainas, que perdeu a perna após um bombardeio israelense atingir a casa de um vizinho.

Vítimas do genocídio de Israel no território palestino formaram uma equipe de futebol
WAFA
Treinos em meio à destruição
O treinador Abu Ghalion diz que enfrenta enormes dificuldades para manter o projeto. Segundo ele, o objetivo é preparar a equipe para disputar uma competição internacional no próximo ano.
“Hoje, a maioria dos campos foi destruída pela última guerra. Além disso, as muletas não são de boa qualidade e se quebram facilmente, mas usamos muitas delas. E o maior desafio atualmente em Gaza é o transporte”, explica.























