Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O Bar Partisan, no centro do Rio de Janeiro, foi palco de um encontro, na noite deste sábado (11/04), contra a criminalização da causa palestina.

O evento reuniu grande público e teve casa cheia e foi convocado após a repercussão do caso no qual o mesmo estabelecimento foi punido com uma multa, por ter colocado uma placa colocada na porta como forma de protesto contra os Estados Unidos e Israel responsáveis por promover a guerra contra o Irã.

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A atividade contou com a participação remota do jornalista Breno Altman, além da presença física de parlamentares do campo progressista, como o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

Durante sua intervenção, Altman foi bastante contundente ao abordar o cenário geopolítico internacional e as disputas na região do Oriente Médio que envolvem tanto a questão da Palestina quanto os ataques ao Irã, destacando a importância de diferenciar conceitos frequentemente tratados como equivalentes no debate público.

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Segundo o jornalista e fundador de Opera Mundi, há uma tentativa proposital de mesclar as críticas ao sionismo ao antissemitismo, o que classificou como uma “falsificação histórica”.

Altman contextualizou que manifestações críticas em cartazes e intervenções públicas são expressões simbólicas e devem ser compreendidas dentro desse repertório de protesto, não como ações discriminatórias em si.

‘Protesto válido’

O encontro foi marcado por depoimentos de participantes que reforçaram o caráter do ato como manifestação de solidariedade internacional.

Angélica Gonçalves, do comitê de Niterói em defesa do povo Palestino, disse que considera o protesto do Bar Partisan através da placa como “um protesto válido”, e que “tudo o que está acontecendo no mundo, não só Irã e Israel e Estados Unidos, mas o mundo inteiro, está sendo prejudicado por essa situação. Acho que nós, brasileiros, temos que apoiar e buscar a paz no mundo”.

Ela também analisou os conflitos no cenário internacional: “o que o Trump está fazendo não é brincadeira, é muito sério e mexe não só com o poder financeiro, mas com as vidas humanas. É um genocídio”.

Outra apoiadora do ato foi Bruna, muçulmana e moradora de São Gonçalo, que destacou a importância de não associar protestos a preconceito. “Quando colocaram a placa, não foi no intuito discriminatório. Eu, como muçulmana, sou discriminada, mas sou brasileira, nascida e criada aqui. Eu me senti representada”, comentou.

Público compareceu ao Bar Partisan para manifestar seu apoio à causa palestina
Katia Passos

‘Sinal de que estamos vencendo’

Idealizador do espaço, Thiago Braga Vieira defendeu o caráter político da manifestação. “Tenho a consciência tranquila, porque eu entendo que estou escolhendo o lado certo da história. A gente vai lutar contra o genocídio e denunciar até o fim a guerra imperialista”, frisou.

Sobre as críticas recebidas, ele afirmou que elas mostram que “o lobby da guerra está desmoralizado e tenta reverter essa narrativa”.

“Se o lado de lá está preocupado, é porque estamos vencendo”, acrescentou. Thiago também ressaltou o caráter simbólico da ação, afirmando que se tratava de “ uma expressão da minha opinião política, um convite ao debate. Ninguém foi discriminado aqui. Foi uma mensagem política, um gesto simbólico”.

O encontro foi marcado por manifestações de solidariedade ao povo palestino e críticas a iniciativas que, segundo os participantes, buscam restringir o debate público sobre o tema.

A atividade reuniu ativistas, estudantes e representantes políticos, consolidando o espaço como ponto de encontro para discussões e mobilizações sociais na cidade.