Encontro contra criminalização da causa palestina lota Bar Partisan, no Rio
Evento contou com a presença do deputado Glauber Braga e a participação do jornalista Breno Altman
O Bar Partisan, no centro do Rio de Janeiro, foi palco de um encontro, na noite deste sábado (11/04), contra a criminalização da causa palestina.
O evento reuniu grande público e teve casa cheia e foi convocado após a repercussão do caso no qual o mesmo estabelecimento foi punido com uma multa, por ter colocado uma placa colocada na porta como forma de protesto contra os Estados Unidos e Israel responsáveis por promover a guerra contra o Irã.
A atividade contou com a participação remota do jornalista Breno Altman, além da presença física de parlamentares do campo progressista, como o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).
Durante sua intervenção, Altman foi bastante contundente ao abordar o cenário geopolítico internacional e as disputas na região do Oriente Médio que envolvem tanto a questão da Palestina quanto os ataques ao Irã, destacando a importância de diferenciar conceitos frequentemente tratados como equivalentes no debate público.
Segundo o jornalista e fundador de Opera Mundi, há uma tentativa proposital de mesclar as críticas ao sionismo ao antissemitismo, o que classificou como uma “falsificação histórica”.
Altman contextualizou que manifestações críticas em cartazes e intervenções públicas são expressões simbólicas e devem ser compreendidas dentro desse repertório de protesto, não como ações discriminatórias em si.
‘Protesto válido’
O encontro foi marcado por depoimentos de participantes que reforçaram o caráter do ato como manifestação de solidariedade internacional.
Angélica Gonçalves, do comitê de Niterói em defesa do povo Palestino, disse que considera o protesto do Bar Partisan através da placa como “um protesto válido”, e que “tudo o que está acontecendo no mundo, não só Irã e Israel e Estados Unidos, mas o mundo inteiro, está sendo prejudicado por essa situação. Acho que nós, brasileiros, temos que apoiar e buscar a paz no mundo”.
Ela também analisou os conflitos no cenário internacional: “o que o Trump está fazendo não é brincadeira, é muito sério e mexe não só com o poder financeiro, mas com as vidas humanas. É um genocídio”.
Outra apoiadora do ato foi Bruna, muçulmana e moradora de São Gonçalo, que destacou a importância de não associar protestos a preconceito. “Quando colocaram a placa, não foi no intuito discriminatório. Eu, como muçulmana, sou discriminada, mas sou brasileira, nascida e criada aqui. Eu me senti representada”, comentou.

Público compareceu ao Bar Partisan para manifestar seu apoio à causa palestina
Katia Passos
‘Sinal de que estamos vencendo’
Idealizador do espaço, Thiago Braga Vieira defendeu o caráter político da manifestação. “Tenho a consciência tranquila, porque eu entendo que estou escolhendo o lado certo da história. A gente vai lutar contra o genocídio e denunciar até o fim a guerra imperialista”, frisou.
Sobre as críticas recebidas, ele afirmou que elas mostram que “o lobby da guerra está desmoralizado e tenta reverter essa narrativa”.
“Se o lado de lá está preocupado, é porque estamos vencendo”, acrescentou. Thiago também ressaltou o caráter simbólico da ação, afirmando que se tratava de “ uma expressão da minha opinião política, um convite ao debate. Ninguém foi discriminado aqui. Foi uma mensagem política, um gesto simbólico”.
O encontro foi marcado por manifestações de solidariedade ao povo palestino e críticas a iniciativas que, segundo os participantes, buscam restringir o debate público sobre o tema.
A atividade reuniu ativistas, estudantes e representantes políticos, consolidando o espaço como ponto de encontro para discussões e mobilizações sociais na cidade.























