Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Em declaração feita nesta sexta-feira (04/09), o Departamento de Estado norte-americano afirmou ter rejeitado propostas apresentadas pelo governo de Israel para que a população palestina da Faixa de Gaza fosse removida do território.

A postura veio à tona em comunicado no qual a entidade responsável pela política exterior dos Estados Unidos reconheceu ter recebido propostas enviadas por “altos funcionários” da administração israelense.

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Entre essas propostas estaria uma assinada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que defendeu o “despovoamento” de Gaza como a “única solução para a crise humanitária” no território.

Em resposta, o comunicado do Departamento de Estado expressa que “os Estados Unidos não apoiam nenhum plano ou proposta de deslocamento forçado, expulsão ou transferência obrigatória da população de Gaza”.

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“Como foi explicitamente declarado no ponto 12 do plano do presidente Trump, ninguém será forçado a deixar Gaza e aqueles que desejarem sair terão a liberdade de fazê-lo e a liberdade de retornar”, diz a nota em reação à sugestão de Katz.

Os Estados Unidos também afirmam estar “incentivando os palestinos a permanecerem, pois ofereceremos a eles a oportunidade de construir uma Gaza melhor”.

Justicativa israelense

Na quarta-feira (02/09), Katz admitiu ter elaborado o plano de “despovoamento” de Gaza, e negou que Washington teria rechaçado a proposta. Para ele, o governo de Donald Trump apenas “congelou” um suposto apoio à expulsão dos palestinos do território.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz
Ministério das Relações Exteriores de Israel

Segundo o ministro israelense, “não existe uma solução real para Gaza” sem seu plano, que ele classifica como de “migração” – entidades defensoras dos Direitos Humanos contestam, e a descrevem como um plano de limpeza étnica.

Katz também assegurou que o governo do premiê Benjamin Netanyahu “está pronto para atuar na retirada (dos palestinos), por terra ou por mar, por ar, e por qualquer meio necessário”.

Já o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, se referiu ao plano de Katz afirmando que “é preciso parar com as ilusões de paz, quando o que se requer agora, de forma urgente são ações de imigração, para que [os palestinos] em vez cavarem túneis, entendam que é hora de fazer as malas”.

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