Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A Global Sumud Flotilha (GSF) denunciou relatos de ativistas que sofreram violência física e sexual de soldados israelenses durante a detenção da embarcação humanitária em águas internacionais. Segundo a organização, pelo menos quatro participantes foram assediados pelos militares das IOF.

“Duas pessoas relataram terem sofrido penetração anal com um dedo. Outras relataram terem sido golpeadas repetidamente e com força nos órgãos genitais; e outras tiveram seus órgãos genitais agarrados, apertados ou puxados; e, simultaneamente, sofreram agressão sexual verbal”, expõe o comunicado.

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De acordo com a flotilha, os participantes também documentaram um regime de procedimentos de revista invasivos e humilhantes, “juntamente com traumas físicos e sexuais direcionados tanto a homens quanto a mulheres”.

“Esses relatos não são descritos como incidentes isolados, mas sim como parte de um padrão mais amplo de tratamento destinado a desumanizar aqueles que se solidarizam com o povo palestino”, denunciou a organização.

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Além das denúncias de violência sexual, Saif Abukeshek e Thiago Ávila seguem presos

Sob custódia ilegal no centro de Shikma, em Israel, o espanhol-palestino Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila estão realizando greve de fome para protestar contra seu sequestro e os maus-tratos que têm sofrido.

Saif Abukeshek está entrando no seu terceiro dia de greve de água. “Enquanto detido ilegalmente pelo regime israelense, Saif enfrentou ameaças de morte, ameaças contra sua família, situações de estresse prolongado tão severas que precisou de oxigênio, transferências violentas e interrogatórios implacáveis”, informou a Global Sumud Flotilha.

 

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Enquanto os ativistas seguem detidos, a organização humanitária acrescentou que surgiram testemunhos sobre os métodos utilizados para subjugá-los. “Sobreviventes relatam que, quando as IOF sentiram que seu poder havia sido desafiado, elas intensificaram a violência física e sexual”.

Depoimentos descrevem um regime de privação ambiental calculada usado para quebrar a determinação dos participantes. Segundo a GSF, o regime inclui táticas de exposição: áreas fora dos contêineres onde os participantes estavam detidos foram inundadas com água durante a noite. “Isso os levou a dormir obrigados ao ar livre, a estados de extremo sofrimento físico”.

Além disso, relatos incluem privação de recursos básicos, com a retirada proposital de “roupas quentes, sapatos e meias, aliada à falta de alimentação, água e roupa de cama adequadas”. Há ainda negligência médica: essas condições resultaram em vários participantes sofrendo de graus variados de hipertermia e hipotermia.