Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O Hamas acusou nesta terça-feira (18/08) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de estar minando propositalmente os esforços internacionais para avançar com o plano de paz para a Faixa de Gaza. A posição foi emitida após um ataque israelense atingir uma área portuária ao oeste da Cidade de Gaza, matando pelo menos sete pessoas, incluindo uma criança.

Segundo a emissora catari Al Jazeera, a intensidade do ataque empurrou os corpos para o mar, enquanto os feridos foram encaminhados para o Hospital al-Shifa da cidade.

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O grupo palestino, que se reafirmou comprometido em alcançar um acordo de cessar-fogo no enclave, descreveu a recente agressão do regime sionista como “massacre” de uma “escalada deliberada” 

“O momento desse crime, que ocorre após as recentes reuniões no Cairo e os esforços investidos pelos mediadores, confirma além de qualquer dúvida que Netanyahu está agindo deliberadamente para frustrar os esforços de negociação e minar os esforços regionais e internacionais para avançar na implementação do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, dizia a nota.

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Nos dias anteriores, o genro de Trump, Jared Kushner, que é também enviado para o Oriente Médio, realizou encontros no Egito com autoridades locais, além de conversas com líderes do Hamas.

Como parte da agenda, posteriormente, reuniu-se com Netanyahu em Israel, em uma conversa durante a qual ambos concordaram que as tropas israelenses se retirariam de Gaza somente após o desarmamento total do movimento de resistência palestino. O plano original, porém, previa a retirada israelense e a desmilitarização do Hamas de forma simultânea.

No recente comunicado, o grupo palestino também voltou a pedir à administração dos Estados Unidos, aos mediadores e aos fiadores “que pressionem o governo israelense a honrar o acordo, interromper seus crimes e impedir Netanyahu de obstruir o acordo de Sharm el-Sheikh”.