Hamas rejeita ultimato de 60 dias para desarmamento: ‘meras ameaças’
Secretário do gabinete israelense, Yossi Fuchs, ameaçou retomar guerra contra Gaza caso grupo não entregar suas armas
O Hamas rejeitou as declarações do Secretário do gabinete israelense, Yossi Fuchs, que exigiu o desarmamento do grupo em 60 dias, ameaçando retomar a guerra em Gaza, caso a exigência não fosse cumprida.
Em entrevista à Al Jazeera Mubasher, Mahmoud Mardawi, do Hamas, afirmou que não tinha conhecimento da exigência, publicada pelo jornal Times of Israel, e realizada durante uma conferência em Jerusalém, nesta segunda-feira (16/02).
“As declarações feitas do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu… e através da mídia são meras ameaças sem qualquer fundamento nas negociações em curso”, disse Mardawi.
Ele acrescentou que qualquer ameaça de retomar a guerra teria “sérias repercussões para a região” e enfatizou que “o povo palestino não se renderá”.

Yossi Fuchs exigiu desarmamento em 60 dias, ameaçando retomar a guerra em Gaza
Roee Shpernik / Wikimedia Commons
A agência catari aponta que Fuchs é um dos principais assessores de Netanyahu. Durante a declaração, ele disse que o prazo de 60 dias, solicitado pelo governo dos Estados Unidos e parte da segunda fase de negociações, ainda em curso, vem sendo respeitado pelo governo israelense.
No entanto, ele sugeriu que o prazo começasse a ser contado a partir da próxima quinta-feira (19/02), quando ocorre a reunião do Conselho da Paz, entidade criada pelo presidente norte-americano Donald Trump, em Washington. “Vamos avaliar. Se funcionar, ótimo; caso contrário, as Forças de Defesa de Israel terão que concluir a missão”, acrescentou.
A Al Jazeera aponta que no início deste mês, o líder político do Hamas no exterior, Khaled Meshaal, rejeitou os apelos pelo desarmamento das facções palestinas na região, argumentando que desarmar um povo ocupado os transformaria em “vítimas fáceis de eliminar”.
Desde que foi declarado o cessar-fogo, mais de 600 palestinos já foram mortos pelas forças israelenses, conforme dados das autoridades em Gaza.
























