Quarta-feira, 4 de março de 2026
APOIE
Menu

O Hamas rejeitou as declarações do Secretário do gabinete israelense, Yossi Fuchs, que exigiu o desarmamento do grupo em 60 dias, ameaçando retomar a guerra em Gaza, caso a exigência não fosse cumprida.

Em entrevista à Al Jazeera Mubasher, Mahmoud Mardawi, do Hamas, afirmou que não tinha conhecimento da exigência, publicada pelo jornal Times of Israel, e realizada durante uma conferência em Jerusalém, nesta segunda-feira (16/02).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“As declarações feitas do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu… e através da mídia são meras ameaças sem qualquer fundamento nas negociações em curso”, disse Mardawi.

Ele acrescentou que qualquer ameaça de retomar a guerra teria “sérias repercussões para a região” e enfatizou que “o povo palestino não se renderá”.

Mais lidas

 Yossi Fuchs exigiu desarmamento em 60 dias, ameaçando retomar a guerra em Gaza
Roee Shpernik / Wikimedia Commons

A agência catari aponta que Fuchs é um dos principais assessores de Netanyahu. Durante a declaração, ele disse que o prazo de 60 dias, solicitado pelo governo dos Estados Unidos e parte da segunda fase de negociações, ainda em curso, vem sendo respeitado pelo governo israelense.

No entanto, ele sugeriu que o prazo começasse a ser contado a partir da próxima quinta-feira (19/02), quando ocorre a reunião do Conselho da Paz, entidade criada pelo presidente norte-americano Donald Trump, em Washington. “Vamos avaliar. Se funcionar, ótimo; caso contrário, as Forças de Defesa de Israel terão que concluir a missão”, acrescentou.

A Al Jazeera aponta que no início deste mês, o líder político do Hamas no exterior, Khaled Meshaal, rejeitou os apelos pelo desarmamento das facções palestinas na região, argumentando que desarmar um povo ocupado os transformaria em “vítimas fáceis de eliminar”.

Desde que foi declarado o cessar-fogo, mais de 600 palestinos já foram mortos pelas forças israelenses, conforme dados das autoridades em Gaza.