Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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As forças israelenses intensificaram operações militares, prisões e demolições na Cisjordânia ocupada, em meio à expansão dos assentamentos e ao aumento da violência de colonos contra palestinos. A escalada ocorre em diferentes regiões do território ocupado desde esta segunda-feira (27/07).

A cerca de três meses das eleições para o Knesset, o ministro da Defesa do país, Israel Katz, ordenou ao Exército que amplie o alcance das operações militares e se prepare para ocupar mais um campo de refugiados palestinos na Cisjordânia.

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Segundo a repórter da Al Jazeera, Nida Ibrahim, o cenário é tenso “já que as forças israelenses aparentemente estão invadindo todas as cidades e prendendo palestinos em massa”. Embora concentradas principalmente no norte, ataques vêm sendo realizados em toda a Cisjordânia ocupada. “Temos testemunhado um aumento nas demolições de casas”, aponta.

Assentamentos e demolições

No norte da Cisjordânia, tratores israelenses demoliram, nesta segunda-feira (27/07), casas e estabelecimentos comerciais palestinos na cidade de Anza, ao sul de Jenin. No oeste, em Qalqilya, forças israelenses obrigaram a interrupção das atividades da Rádio Al-Huda para o Sagrado Alcorão.

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Nesta terça, no nororeste da região, forças israelenses levaram casas adicionais nas proximidades do posto de controle militar de Tayasir, a leste de Tubas. Mahdi Daraghmeh, chefe do Conselho da Vila de Al-Maleh, disse à agência Wafa, que as forças de ocupação israelenses continuam transportando caravanas para o local como para estabelecer um novo assentamento colonial.

Na região centro-norte, em al-Nasba, a nordeste de Yasuf, colonos israelenses estabeleceram um novo posto avançado. Segundo o chefe do conselho local, Jumaa Abdel Fattah, barracas foram instaladas a cerca de 50 metros das casas dos moradores. É o terceiro posto avançado estabelecido na região de Salfit em apenas dois dias.

base Cisjordânia ocupada

Israel amplia operações militares com demolições de casas na Cisjordânia ocupada
Agência Wafa

Já no sul, em Nahalin, a oeste de Belém, forças israelenses emitiram uma ordem de paralisação das atividades de um complexo recreativo. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) registrou pelo menos 1.330 incidentes relacionados a colonos desde janeiro na Cisjordânia ocupada.

Prisões escalam

As detenções também se espalharam por diferentes regiões da Cisjordânia. No norte e noroeste, quatro prisioneiros recentemente libertados voltaram a ser detidos em Jenin, enquanto pelo menos sete palestinos foram presos em Tulkarem e seus arredores, segundo a Wafa.

Na região centro-norte, oito palestinos foram detidos durante uma incursão israelense no bairro de Ras al-Ein, em Nablus. Outro palestino foi preso em Kafr Qaddum, vila localizada na província de Qalqilya.

Na região central, três homens foram detidos durante uma operação realizada pela manhã no campo de refugiados de Am’ari, localizado a leste de Ramala, no município de al-Bireh.

No sul da Cisjordânia, nos arredores da vila de al-Maniya, a sudeste de Belém, um palestino ficou ferido em um ataque atribuído a colonos. Mais ao sul, na região de Hebron, soldados israelenses prenderam um pai e seus dois filhos após um ataque de colonos.

Mais de 3,6 mil detidos desde janeiro

Segundo a Sociedade dos Prisioneiros Palestinos, mais de 3,6 mil palestinos foram detidos pelas forças israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, desde o início deste ano. A entidade afirma que houve uma “expansão sem precedentes na detenção administrativa sem acusação ou julgamento”. No início de julho, 3.244 palestinos estavam sob detenção administrativa, segundo a organização, “o nível mais alto registrado nos últimos anos”.

A entidade também denuncia a deterioração das condições dentro das prisões israelenses, com “uma escalada da tortura, fome, negligência médica, confinamento solitário, agressão sexual e a propagação de doenças, especialmente a sarna”.

Desde outubro de 2023, mais de 24,6 mil palestinos foram presos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Pelo menos 1.320 palestinos da Faixa de Gaza também estariam detidos por Israel sob a classificação de “combatentes ilegais”.