Terça-feira, 7 de julho de 2026
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O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, disse na segunda-feira (29/06) que o regime sionista está pronto para começar a construir três assentamentos judaicos no norte da Faixa de Gaza, apenas precisando do aval do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para a implementação do projeto.

“Estamos prontos para estabelecer um bloco de três assentamentos no norte de Gaza logo de imediato quando recebermos o sinal verde do primeiro-ministro”, informou a autoridade de extrema direita durante uma visita à cidade de Sderot, no sul de Israel, próxima à fronteira com Gaza. 

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De acordo com o jornal Haaretz, o ministro sionista não forneceu detalhes a respeito do projeto, mas que “parecia estar se referindo” ao bloco de assentamentos que contempla “Elei Sinai, Dugit e Nisanit”.

“As Forças de Defesa de Israel atualmente detêm quase 70% da Faixa de Gaza. Devemos completar a conquista do território restante, derrotar o Hamas e estabelecer um cinturão de assentamentos judaicos que sirvam como um buffer de segurança para Sderot e as comunidades fronteiriças de Gaza [israelense]”, acrescentou Smotrich.

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Em comunicado, o ministro também reiterou que a Administração de Assentamentos do Ministério da Defesa, que ele lidera, “concluiu o trabalho fundamental para estabelecer três assentamentos na região norte de Gaza”.

Em setembro, Smotrich disse que “a Faixa de Gaza está se tornando uma verdadeira imobiliária” e que o plano de limpeza étnica estaria “na mesa do presidente [dos Estados Unidos Donald] Trump”. Na ocasião, ele informou que as negociações sobre os planos no território palestino já começaram com os Estados Unidos.

“Pagamos muito dinheiro pela guerra, então precisamos decidir como dividir as porcentagens das terras em Gaza. A fase de demolição é sempre a primeira fase da renovação urbana. Fizemos isso, agora precisamos começar a construir”, disse Smotrich.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, disse que o regime sionista está pronto para começar a construir três assentamentos judaicos no norte da Faixa de Gaza
X/@bezalelsm

‘Plano de Liberdade de Circulação’

O governo de Israel alterou o nome de seu projeto de limpeza étnica na Faixa de Gaza, ao abandonar a denominação “migração voluntária”, criticada fortemente pela comunidade internacional, e adotar o “Plano de Liberdade de Circulação”. A informação foi concedida pelo Canal 13, de Israel, na segunda-feira.

Segundo o veículo, a ordem para erradicar o termo original foi enviada diretamente às forças de segurança e ao serviço de inteligência israelense Mossad.

O regime sionista tem pressionado vários países a aceitarem os palestinos expulsos de seu território como refugiados, incluindo Sudão do Sul, Chade, Etiópia, Indonésia e Líbia. Tel Aviv também propôs enviar os cidadãos palestinos para a região separatista da Somalilândia. 

Na semana passada, o novo chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Shmuel Ben Ezra, também convocou uma reunião emergencial com autoridades do setor de defesa, incluindo oficiais do serviço de segurança Shin Bet, para discutir a estratégia que incentiva a emigração “voluntária” de palestinos do enclave.

(*) Com Telesur