Israel planeja alocar R$ 2 bilhões na construção de novos assentamentos ilegais na Cisjordânia
Iniciativa do ministro das Finanças Bezalel Smotrich já teve primeiro valor de R$ 56 milhões destinado para preparar 69 postos ilegais no território palestino
O governo de Israel encaminhou na quinta-feira (11/06) um plano para alocar um bilhão de shekels (cerca de R$ 2 bilhões) para o estabelecimento de novos assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada, adiando uma votação sobre os fundos, conforme informou o grupo israelense Peace Now, contrário aos planos de ocupação do regime sionista.
De acordo com a organização não governamental, a equipe ministerial de Benjamin Netanyahu aprovou o arcabouço orçamentário em reunião na semana passada, mas a distribuição dos recursos ainda será decidida pelo Gabinete de Segurança no domingo (14/06).
O plano foi promovido pelo ministro das Finanças de extrema direita, Bezalel Smotrich, conhecido publicamente por defender a expansão dos assentamentos ilegais no território palestino e querer enterrar a ideia do estabelecimento de um Estado palestino.
Enquanto isso, o regime sionista destinou um primeiro valor de 152 milhões de shekels (mais de R$ 56 milhões) para preparar a construção de 69 assentamentos e postos ilegais na Cisjordânia ocupada.

O governo de Israel encaminhou um plano para alocar um bilhão de shekels (mais de R$ 1,7 bilhão) para o estabelecimento de novos assentamentos na Cisjordânia ocupada
Wikimedia Commons/Rozeli22
Em comunicado, o Peace Now acusou o governo israelense de contornar as regulamentações de planejamento e construção, uma vez que as operações ilegais no território palestino começariam apesar da falta de protocolos necessários.
“Israel precisa alcançar uma solução política e um acordo diplomático, mas, em vez disso, o governo só está nos afundando ainda mais no pântano e nos condenando a muitos mais anos de conflito sangrento”, disse o grupo.
Segundo o Peace Now, o regime sionista aprovou 103 assentamentos desde dezembro de 2022, e desse número, 51 são assentamentos completamente novos. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que cerca de 117 vilarejos na Cisjordânia ocupada sofreram deslocamento total ou parcial devido a ataques de colonos. Atualmente aproximadamente 700 mil colonos israelenses vivem entre 2,7 milhões de palestinos na Cisjordânia ocupada e Jerusalém Oriental.
(*) Com Telesur
























