Israel rompe com chefe da UE que comparou genocídio dos palestinos ao apartheid sul-africano
Governo israelense exigiu retratação de Kaja Kallas por 'calúnia', mas alta representante reiterou condenação da União Europeia a assentamentos ilegais na Cisjordânia
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou nesta quinta-feira (18/05) que o regime sionista está cortando todos os laços com a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, devido aos seus recentes comentários nos quais comparou o tratamento dado por Tel Aviv aos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada ao apartheid na África do Sul.
Por redes sociais, o chanceler israelense afirmou que a alta representante europeia tem agido “de forma obsessiva” e com “injustiça flagrante” em relação ao regime sionista. Sa’ar também pediu que Kallas se retrate do que considerou “calúnia de sangue dirigida ao único Estado judaico do mundo”.
Ms. @kajakallas, the EU High Rep. for Foreign Affairs and Security Policy, has for some time now been acting obsessively and with blatant unfairness toward the State of Israel.
Recently, it was published that during her visit to Mexico, she compared Israel to the racist…
— Gideon Sa’ar | גדעון סער (@gidonsaar) June 18, 2026
Em resposta, a diplomata afirmou que o bloco europeu permanece “comprometido com uma relação construtiva com Israel”, acrescentando que “a UE e Israel têm muito que nos une”. No entanto, enfatizou que a solução de dois Estados é o único “caminho viável” para a paz no Oriente Médio e reiterou a condenação da UE aos assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia ocupada, sem qualquer referência a qualquer comentário sobre o apartheid.
Dear Gideon, as you know, the EU and Israel have a lot that binds us. I value our dialogue and engagement, and I’m open to continue in that spirit, respectfully and constructively. Dialogue is the foundation of diplomacy, especially when differences arise. The EU is always…
— Kaja Kallas (@kajakallas) June 18, 2026
As declarações de Kallas haviam sido feitas, de acordo com o portal Euractiv, durante uma visita à Cidade do México entre 20 e 22 de maio, no âmbito de uma cúpula que contava com a delegação de alto escalão da UE. Segundo o veículo, a diplomata estoniana equiparou o tratamento israelense aos palestinos às políticas racistas de apartheid da África do Sul, que terminaram no início dos anos 1990.
Ainda conforme a Euractiv, autoridades presentes na reunião informaram que ela descreveu o quanto ficou comovida com uma visita no ano passado ao museu do apartheid na capital sul-africana Joanesburgo.























