Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou nesta quinta-feira (18/05) que o regime sionista está cortando todos os laços com a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, devido aos seus recentes comentários nos quais comparou o tratamento dado por Tel Aviv aos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada ao apartheid na África do Sul.

Por redes sociais, o chanceler israelense afirmou que a alta representante europeia tem agido “de forma obsessiva” e com “injustiça flagrante” em relação ao regime sionista. Sa’ar também pediu que Kallas se retrate do que considerou “calúnia de sangue dirigida ao único Estado judaico do mundo”.

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Em resposta, a diplomata afirmou que o bloco europeu permanece “comprometido com uma relação construtiva com Israel”, acrescentando que “a UE e Israel têm muito que nos une”. No entanto, enfatizou que a solução de dois Estados é o único “caminho viável” para a paz no Oriente Médio e reiterou a condenação da UE aos assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia ocupada, sem qualquer referência a qualquer comentário sobre o apartheid.

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As declarações de Kallas haviam sido feitas, de acordo com o portal Euractiv, durante uma visita à Cidade do México entre 20 e 22 de maio, no âmbito de uma cúpula que contava com a delegação de alto escalão da UE. Segundo o veículo, a diplomata estoniana equiparou o tratamento israelense aos palestinos às políticas racistas de apartheid da África do Sul, que terminaram no início dos anos 1990.

Ainda conforme a Euractiv, autoridades presentes na reunião informaram que ela descreveu o quanto ficou comovida com uma visita no ano passado ao museu do apartheid na capital sul-africana Joanesburgo.

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