As críticas feitas pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu contra o prefeito de Nova York Zohran Mamdani na Assembleia-Geral da ONU foram respondidas pelo próprio gestor municipal, nesta quinta-feira (24/09).
Segundo Mamdani, Netanyahu “usou seu discurso para repetir mentiras infundadas destinadas a encobrir seu genocídio contra os palestinos”.
“Nenhuma mentira de Netanyahu pode mudar o fato de que ele continua sendo alvo de uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por possíveis crimes de guerra e crimes contra a Humanidade”, acrescentou o prefeito novaiorquino.
As palavras de Mamdani se referem ao pronunciamento feito pelo premiê de Israel durante a 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na mesma quinta-feira.
Em sua declaração, Netanyahu classificou Mamdani como “antissemita” e “apoiador do Hamas”, e o acusou de “inverter papéis de vítima e agressor”.
Segundo essa teoria, o premiê propõe que os israelenses seriam as vítimas da operação militar na Faixa de Gaza impulsionada pelas forças militares de Tel Aviv desde outubro de 2023, na qual morreram mais de 74 mil civis palestinos. Tal retórica aponta o povo palestino como verdadeiro algoz nesse mesmo cenário.

“Mamdani, o senhor tentou me impedir de vir para cá. O senhor tentou me silenciar, mas eis uma verdade simples: Israel não cometeu genocídio. Israel impediu o genocídio, e era exatamente isso que os aliados do Hamas do senhor Mamdani teriam feito conosco se não os tivéssemos impedido”, alegou Netanyahu.
O trecho do discurso de Netanyahu mencionado acima faz alusão a uma declaração de Mamdani feita em julho passado, na qual o prefeito disse que solicitaria à Casa Branca que executasse o mandado de prisão expedido pelo TPI durante a visita do premiê israelense a Nova York para a Assembleia da ONU.
O mandado contra o líder sionista de Israel foi emitido em novembro de 2024, em meio a uma investigação por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade cometidos pelas forças de Israel na Faixa de Gaza.