Netanyahu diz que viajará a Nova York apesar de Mamdani defender prisão
Alvo de mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra em Gaza, premiê israelense criticou prefeito nova-iorquino de 'despejar ódio'
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que viajará para Nova York em setembro e atenderá à Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), apesar do prefeito da cidade, Zohran Mamdani, defender o cumprimento do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra a autoridade sionista, que deve responder pelos crimes de guerra cometidos ao longo do genocídio na Palestina.
“Vou para Nova York”, disse o premiê israelense em entrevista à emissora conservadora Fox News na terça-feira (27/07), concedida após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, uma eventual prisão em território norte-americano “nunca vai acontecer”.
Desafiando Mamdani, acrescentou que “falaria a verdade” diante do que descreveu como um “político eleito que despeja ódio”. Ainda acusou o prefeito, sem provas, de pôr os nova-iorquinos contra a comunidade judaica.
“Ele está colocando um grupo de nova-iorquinos contra os outros. Ele está virando-os contra os judeus de Nova York. Quero dizer, o que somos, nos anos 1930? O que é isso? Tanto ódio. Tantas mentiras”, disse Netanyahu, voltando a confundir as críticas contra o sionismo ao antissemitismo. Além disso, durante a campanha para prefeito no ano passado, Mamdani fez extensa aproximação à comunidade judaica de Nova York.
Na semana anterior, Mamdani publicou um vídeo nas redes sociais chamando Netanyahu de “criminoso de guerra”, defendendo que o governo federal deve cumprir o mandado de prisão expedido pelo TPI e declarando que o premiê israelense “não é bem-vindo” na cidade de Nova York.
“Ontem, Donald Trump disse que Benjamin Netanyahu nunca seria preso nos Estados Unidos. Eu quero ser claro: Benjamin Netanyahu não é bem-vindo à cidade de Nova York”, afirmou o prefeito.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião em Washington
X/@WhiteHouse
De acordo com o democrata, sua administração avaliou as possibilidades legais de agir diretamente para a prisão do premiê sionista, mas concluiu que a prefeitura não tem competência para executar a ordem internacional.
“Analisamos todas as opções legais disponíveis para a cidade. Descobrimos que não temos autoridade legal independente para executar o mandado do Tribunal Penal Internacional”, disse.
O vídeo foi publicado após o presidente Donald Trump, aliado do regime sionista, prometer que Netanyahu “não será preso” durante uma visita aos Estados Unidos.
Em novembro de 2024, o TPI emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o ex-ministro da Defesa israelense Yoav Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde palestina, desde outubro de 2023, o regime sionista assassinou mais de 73 mil pessoas.
























