Quinta-feira, 2 de abril de 2026
APOIE
Menu

A polícia metropolitana de Londres anunciou que retomará as prisões de pessoas que demonstram apoio ao grupo Palestine Action, apenas algumas semanas depois de ter afirmado que suspenderia essa prática, após uma decisão do tribunal superior que considerou ilegal a proibição do grupo.

Em fevereiro, a polícia havia declarado que se absteria de prender apoiadores, após a decisão do Supremo Tribunal de Justiça de que a proibição da rede britânica pró-Palestina como grupo terrorista era ilegal. Mas, nesta quinta-feira (26/03), o Comissário Adjunto James Harman afirmou que a Polícia Metropolitana havia revisto sua posição, após a decisão do tribunal de permitir que o governo recorresse.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Embora o Supremo Tribunal tenha considerado ilegal a proibição do Palestine Action, confirmou que o impacto dessa decisão só terá efeito após a análise do recurso do governo, o que pode levar muitos meses”, disse Harman. “Isso significa que apoiar o Palestine Action continua sendo crime.”

Em junho, o governo britânico — liderado pelo Partido Trabalhista — proibiu o Palestine Action sob a legislação antiterrorista, colocando o grupo na mesma categoria legal que organizações armadas como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico (ISIS), e tornando crime ser membro ou apoiar publicamente o grupo. A medida, tomada por um governo que se apresenta como de centro-esquerda, escancara a continuidade das políticas repressivas contra movimentos de solidariedade à Palestina, independentemente da sigla no poder.

Mais lidas

A decisão foi tomada logo após ativistas invadirem uma base da Força Aérea Real em Oxfordshire e pintarem aeronaves militares de vermelho. O grupo Palestine Action reivindicou a autoria do incidente.

Em fevereiro, o Supremo Tribunal decidiu que a designação do Palestine Action como um “grupo terrorista” por parte do governo era ilegal e desproporcional. Após essa decisão, a Ministra do Interior, Shabana Mahmood, declarou que pretendia recorrer da decisão no Tribunal de Apelação.

Desde a sua fundação em julho de 2020, o grupo organizou centenas de protestos em todo o Reino Unido, visando as operações de empresas que, segundo a organização, lucram com as ações militares israelenses, com ênfase particular na empresa israelense de armamentos Elbit Systems. Milhares de manifestantes pacíficos — muitos deles portando apenas cartazes — foram presos em casos relacionados ao suposto apoio ao grupo Palestine Action.