Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O prefeito nova-iorquino Zohran Mamdani não participou neste domingo (31/05) do desfile anual do Dia de Israel (um evento tradicional no calendário político da cidade), alegando sua longa oposição ao governo sionista israelense.

“Eu disse durante a campanha eleitoral que não participaria do desfile, e deixei minhas opiniões sobre o governo israelense bem claras“, disse Mamdani em uma coletiva de imprensa na semana passada, focada nos preparativos de segurança para o desfile.

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Como o primeiro prefeito muçulmano da cidade, ele é um crítico do regime sionista, a quem já acusou de cometer genocídio em Gaza e ameaçou prender o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu caso este visitasse Nova York.

Os organizadores do desfile disseram que Mamdani foi a primeira liderança a faltar à parada, mas afirmaram não possuir registros completos de presença desde sua criação, em 1964. Outros políticos de esquerda também não compareceram ao evento.

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Entre os que não foram está Brad Lander, judeu antisionista e um dos principais aliados de Mamdani, que está concorrendo nas primárias democratas para o Congresso. Ele não compareceu ao desfile e planejava, em vez disso, fazer campanha com um grupo judaico progressista em Manhattan, disse sua porta-voz.

Prefeito de Nova Iorque, Zohran Kwame Mamdani
@NYCMayor / X

Diversos grupos progressistas aliados ao prefeito, incluindo Judeus pela Justiça Racial e Econômica, Israelenses pela Paz e a filial de Nova York do grupo multiétnico israelense Standing Together, também não participaram.

No entanto, outros representantes eleitos marcharam em Manhattan, incluindo a governadora Kathy Hochul e Jessica Tisch, comissária de polícia da cidade de Nova York. Dessa forma, Tisch representa a administração de Mamdani no evento. Autoridades eleitas israelenses também participaram, incluindo Amir Ohana, presidente do Knesset, o parlamento de Israel, e quase uma dúzia de outros parlamentares, de acordo com um porta-voz do consulado israelense em Nova York.

Por sua vez, o prefeito também disse que a segurança para o desfile anual seria mais rigorosa do que nunca. “Como prefeito da nossa cidade, levo a sério a minha responsabilidade de proteger a segurança e o bem-estar de todos os nova-iorquinos e de todos os eventos, independentemente da minha presença”, disse.

O clima em torno do desfile tornou-se mais complexo após o ataque de retaliação pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o genocídio palestino com mais de 70 mil pessoas mortas pelo regime israelense. Israel também lançou ofensivas no Líbano, iniciando uma expansão ilegal no território, assim como ocorreu na Cisjordânia ocupada.

O número de vítimas civis desses conflitos fez com que a população estadunidense deixasse de apoiar Israel. De acordo com o Pew Research Center, 60% dos norte-americanos e 80% dos democratas e independentes com tendência democrata possuem uma visão negativa do país.

Essa crescente negatividade também foi impulsionada pelas conclusões de uma comissão das Nações Unidas e de grupos de direitos humanos israelenses e internacionais, que apontaram que Israel cometeu genocídio em Gaza. Israel rejeitou repetidamente essas alegações, assim como muitos de seus apoiadores nos Estados Unidos.

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