Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Em um documento publicado nesta segunda-feira (28/09), o governo do Reino Unido repudiou a proposta de Israel para fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental.

A medida está relacionada a uma iniciativa anunciada no dia 8 de setembro, quando Tel Aviv estabeleceu um prazo de um mês, até 8 de outubro, para o fechamento para a sede diplomática no território palestino.

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Na ocasião, o governo israelense justificou o anúncio afirmando se tratar de uma represália, à decisão do Reino Unido de proibir no país o comércio de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia – onde também há terras palestinas ocupadas ilegalmente por colonos.

O documento do governo britânico rechaçando a medida foi difundido pelo Ministério de Relações Exteriores do país insular e contém um parecer do ex-procurador-geral Dominic Grieve, com argumentos sobre por que Israel “não tem o direito legal de fechar o consulado britânico em Jerusalém Oriental, um território palestino ocupado”.

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Em sua avaliação, o ex-procurador salientou a questão de que Jerusalém Oriental é “um território reconhecido como território palestino ocupado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela maioria dos seus membros, incluindo o Reino Unido”.

Vale destacar que Grieve é uma figura ligada ao Partido Conservador britânico: foi deputado por esse partido entre 1997 e 2019, e também procurador-geral do país entre 2010 e 2014.

Edifício do Consulado do Reino Unido em Jerusalém Oriental
CGTN

Represálias israelenses também aos Países Baixos

Neste domingo (27/09), o governo de Israel afirmou que também planeja revogar as credenciais de diplomatas de uma missão enviada pelos Países Baixos aos territórios palestinos.

Neste novo anúncio, Tel Aviv voltou a usar a mesma justificativa aplicada no caso do Reino Unido: que seria uma resposta à decisão do governo neerlandês de proibir importações provenientes de assentamentos israelenses ilegais.

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