Sábado, 4 de abril de 2026
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A CNN denunciou nesta sexta-feira (27/03) que tropas israelenses agrediram membros de sua equipe, durante uma reportagem conduzida pelo jornalista Jeremy Diamond, na vila de Tayasir, na Cisjordânia ocupada.

Eles presenciaram um violento ataque de colonos israelenses contra moradores palestinos durante o estabelecimento de um assentamento ilegal na região. Doze horas depois do ataque dos colonos, chegaram os soldados israelenses, mas em vez de conter as agressões, eles interrogaram os palestinos e a equipe da CNN, agredindo o fotojornalista Cyrill Theophilos.

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Um dos soldados, afirma Diamond, gritou para a equipe de imprensa: “parem, sentem-se!”, enquanto apontava um fuzil diretamente para eles. Theophilos foi imobilizado com uma chave de braço por um dos oficiais, sendo derrubado no chão. Sua câmara foi danificada. A equipe da CNN e palestinos presentes foram detidos por aproximadamente duas horas para interrogatório.

Após a publicação da reportagem na CNN, Diamond postou na plataforma X a resposta das Forças Armadas de Israel. “As ações e o comportamento dos soldados no incidente são incompatíveis com o que se espera dos soldados das Forças de Defesa de Israel que operam na região da Judeia e Samaria”, afirmaram. Segundo o jornalista, “os militares disseram que o incidente será investigado”.

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Jornalista Jeremy Diamond passa por interrogatório na vila de Tayasir, na Cisjordânia ocupada
Jeremy Diamond / X

Ideologia colonial

Ao relatar o episódio, em artigo publicado na CNN, Diamond afirma  que as duas horas de detenção revelaram “a ideologia colonial que motiva muitos dos soldados que operam na Cisjordânia ocupada”. “Frequentemente eles agem ‘a serviço do movimento colonial’, em consonância com relatos documentados por jornalistas, ativistas e moradores palestinos”, escreveu.

Segundo o jornalista, os soldados israelenses “declararam repetidamente que toda a Cisjordânia pertence a Israel e ao povo judeu, repetindo o discurso de ministros do governo de extrema-direita”; eles também “descreveram todos os palestinos como terroristas e falaram em vingança”, conta o repórter.

A reportagem menciona as violências contra os palestinos, como o caso de Abdullah Daraghmeh, de 75 anos, hospitalizado com o rosto inchado, fraturas no crânio e ossos da face, além de dentes arrancados. Segundo familiares, colonos invadiram sua casa durante a madrugada da quinta-feira (26/03) e o espancaram enquanto dormia. “Ele estava dormindo. Isso não é normal”, disse seu filho, Sami Daraghmeh.