Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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O técnico do Egito, Hossam Hassan, reiterou novamente seu apoio à Palestina durante a Copa do Mundo de 2026. Em coletiva de imprensa, na segunda-feira (06/07), antes da partida contra a Argentina pelas oitavas de final, Hassan declarou: “É uma vergonha para o mundo inteiro. Imploro que deixem o povo palestino viver”.

“Se existe alguém no mundo que não se compadece do povo palestino, então essa pessoa não é humana — seja ela árabe, europeia ou americana”, disse o técnico.

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Quando perguntaram a Hassan o que o levou a acenar com a bandeira palestina após a vitória de sua equipe sobre a Austrália nos pênaltis na sexta-feira, ele respondeu que foi “simplesmente uma reação humana”.

“Em todo o mundo, incluindo na Europa e na América, se alguém fere um animal, vemos os direitos dos animais sendo defendidos e o mundo inteiro reage”, acrescentou. “Tornou-se comum ouvir que duas ou três mil pessoas morrem em um único dia por causa de um míssil”.

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Hassan também declarou que “independentemente da religião… sou um ser humano antes de ser árabe ou qualquer outra coisa”. Ele continuou dizendo que sua mensagem através do futebol é esta: “Por favor, tal como o lema da FIFA apela ao respeito entre nós, espero que haja respeito pelo direito das pessoas à vida”, disse.

 

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A realidade em Gaza, porém, é outra: os ataques israelenses em Gaza continuam matando palestinos, apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hamas. Israel matou pelo menos 73.066 pessoas, incluindo pelo menos 20.179 crianças, em Gaza desde o início de sua guerra genocida em 7 de outubro. Pelo menos 463 dessas pessoas morreram de fome, incluindo 157 crianças. Além disso, mais de 2 milhões de palestinos em Gaza, em grande parte deslocados e vivendo em meio a ruínas, enfrentam incertezas após o genocídio israelense.

O genocídio desencadeou protestos pró-Palestina em todo o mundo, com atletas, incluindo o espanhol Lamine Yamal, que demonstrou seu apoio durante a celebração do 29º título da La Liga.

Às 13 horas, pelo horário de Brasília, o Egito enfrenta a Argentina nesta terça-feira (07/07). Com uma vitória sobre a equipe argentina, os egípcios chegariam às quartas de final pela primeira vez. “Sabemos que estamos jogando contra os atuais campeões da Copa do Mundo e um dos maiores jogadores de todos os tempos [Messi], mas não os tememos”, disse Hassan.

Nesse sentido, o técnico afirmou que seus sonhos e ambições “não têm limites” e que farão o possível para “corresponder às expectativas [dos torcedores]”. “Não somos azarões. Somos grandes em todos os sentidos. Somos uma civilização com 7.000 anos, até mais do que isso”, complementou.

“Temos uma responsabilidade para com o Egito, o mundo árabe e a África. Representamos todos eles”, afirmou.