Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O prefeito da aldeia palestina de Qusra, Abdul Azim Wadi, denunciou que tropas israelenses realizaram um operativo nesta quinta-feira (13/08) no qual forçaram famílias palestinas a deixarem suas casas, nessa localidade que fica no leste da Cisjordânia.

Segundo relatos transmitidos por Wadi em entrevista ao jornal britânico The Guardian, os soldados teriam ajudado na ocupação de oito casas da região, expulsando as respectivas famílias de moradores. Horas depois seis moradias teriam sido devolvidas.

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O prefeito também contou que a medida acontece após comandante militar israelense na região, o major-general Avi Bluth ter prometido que atuaria para frear a campanha promovida por colonos sionistas para expulsar a população local palestina, e que inclusive iria “evacuar” os colonos da região.

A promessa de Bluth seria resultado da pressão internacional para que Israel tome medidas para frear o avanço da colonização de terras palestinas por parte de colonos israelenses, mas não houve ação real para impedir que a campanha de hostilidade continuasse.

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Pelo contrário, segundo a denúncia do prefeito Wadi, a ação dos soldados israelenses nesta quinta teria acontecido em apoio à campanha dos colonos contra a população palestina de Qusra.

Ainda segundo Wadi, a pressão dos colonos na região já dura alguns meses, e se intensificou no último domingo (09/08), quando foi montado um bloqueio na entrada de algumas casas, na periferia da aldeia.

Também foi cortado o fornecimento de água e de eletricidade, e houve uma ação específica na qual uma ambulância solicitada por uma família local para uma criança doente acabou sendo impedida de fazer o atendimento.

No dia seguinte, sob as ordens de Bluth, os bloqueios e cortes de serviços básicos foram desfeitos, mas a presença dos colonos nos arredores de Qusra continuou.

Imagens de câmeras de segurança mostram colonos judeus jogando pedras na estrada de Qusra
Reprodução vídeo

‘Tentativa de limpeza étnica’

Também em entrevista ao The Guardian, o ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert (2006-2009), classificou a campanha dos colonos na Cisjordânia como “uma tentativa concertada e meticulosa de limpeza étnica” contra os palestinos.

“Esses são crimes contra a humanidade que são ativamente apoiados pelo governo israelense e facilitados pela indiferença e total inação das Forças de Israel e da polícia israelense”, acrescentou o político, que definiu a campanha dos colonos como “imperdoável”.