Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Um funcionário da Casa Branca reiterou a oposição do presidente dos EUA, Donald Trump, à anexação da Cisjordânia por parte de Israel. Segundo a agência britânica Reuters, a fonte citou que o republicano “declarou claramente que não apoia a anexação da Cisjordânia por Israel”. A fonte acrescentou que “uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo desta administração de alcançar a paz na região”.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem um encontro marcado com Trump nos Estados Unidos nesta quarta-feira (11/02), onde devem comentar sobre o ‘Conselho da Paz’ proposto pelo líder da Casa Branca, a situação da Cisjordânia e as tensões com o Irã.

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O comentário do governo Trump surgiu um dia depois de o ministro das Finanças de extrema-direita de Israel, Bezalel Smotrich, e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciarem novas medidas que ampliam o controle israelense sobre o território palestino ocupado. A aprovação por parte do Gabinete de Segurança israelense também inclui a facilitação da venda de terras palestinas a colonos.

Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, os quais são ilegais segundo o direito internacional. Cerca de três milhões de palestinos vivem lá.

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Official White House / Molly Riley

A Arábia Saudita, em declaração conjunta com os Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar, Indonésia, Paquistão, Egito e Turquia, “condenou veementemente as decisões e medidas ilegais de Israel destinadas a impor uma soberania israelense ilegítima”.

Ademais, o movimento de resistência palestino, Hamas classificou a abordagem como “fascista colonialista e limpeza étnica promovida pelo governo de ocupação criminoso e extremista, com o objetivo de impor uma falsa soberania e alterar os fatos geográficos e jurídicos no terreno”.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou a decisão israelense como perigosa, ilegal e equivalente a uma anexação de fato, e instou o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Conselho de Segurança da ONU a intervir.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o Reino Unido e a Espanha também se juntaram ao crescente coro de condenações. O chefe da ONU afirmou que as ações de Israel eram “desestabilizadoras” e prejudiciais às perspectivas de uma solução de dois Estados, segundo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.