Trump se diz contra anexação da Cisjordânia por Israel, afirma funcionário da Casa Branca
Gabinete de Segurança de Tel Aviv aprovou medidas para expandir poderes em território ocupado ilegalmente, incluindo venda de terras
Um funcionário da Casa Branca reiterou a oposição do presidente dos EUA, Donald Trump, à anexação da Cisjordânia por parte de Israel. Segundo a agência britânica Reuters, a fonte citou que o republicano “declarou claramente que não apoia a anexação da Cisjordânia por Israel”. A fonte acrescentou que “uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo desta administração de alcançar a paz na região”.
Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem um encontro marcado com Trump nos Estados Unidos nesta quarta-feira (11/02), onde devem comentar sobre o ‘Conselho da Paz’ proposto pelo líder da Casa Branca, a situação da Cisjordânia e as tensões com o Irã.
O comentário do governo Trump surgiu um dia depois de o ministro das Finanças de extrema-direita de Israel, Bezalel Smotrich, e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciarem novas medidas que ampliam o controle israelense sobre o território palestino ocupado. A aprovação por parte do Gabinete de Segurança israelense também inclui a facilitação da venda de terras palestinas a colonos.
Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, os quais são ilegais segundo o direito internacional. Cerca de três milhões de palestinos vivem lá.

Casa Branca manifesta oposição de Trump após Israel revelar plano para aumentar o controle sobre a Cisjordânia
Official White House / Molly Riley
A Arábia Saudita, em declaração conjunta com os Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar, Indonésia, Paquistão, Egito e Turquia, “condenou veementemente as decisões e medidas ilegais de Israel destinadas a impor uma soberania israelense ilegítima”.
Ademais, o movimento de resistência palestino, Hamas classificou a abordagem como “fascista colonialista e limpeza étnica promovida pelo governo de ocupação criminoso e extremista, com o objetivo de impor uma falsa soberania e alterar os fatos geográficos e jurídicos no terreno”.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou a decisão israelense como perigosa, ilegal e equivalente a uma anexação de fato, e instou o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Conselho de Segurança da ONU a intervir.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o Reino Unido e a Espanha também se juntaram ao crescente coro de condenações. O chefe da ONU afirmou que as ações de Israel eram “desestabilizadoras” e prejudiciais às perspectivas de uma solução de dois Estados, segundo seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
























