Quarta-feira, 15 de abril de 2026
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O diretor palestino Abdallah Alkhatib acusou o governo alemão de cumplicidade no genocídio em Gaza durante a 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. No sábado (22/02), o cineasta recebeu o prêmio de Melhor Primeiro Filme na edição inaugural da seção Perspectivas por Crônicas do Cerco.

Alkhatib subiu ao palco vestindo um keffiyeh, o lenço tradicional palestino, enquanto seu produtor, Taqiyeddine Issaad, segurava uma bandeira da Palestina. “Eu estava sob muita pressão para participar da Berlinale por um único motivo”, disse. “Para estar aqui e dizer: “A Palestina será livre”.

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“E um dia, teremos um grande festival de cinema no meio de Gaza, no meio de outras cidades palestinas. Nosso festival estará ao lado das pessoas que vivem sob cerco, sob ocupação e sob ditaduras ao redor do mundo. Falaremos de política antes do cinema. Falaremos de resistência antes da arte, de liberdade antes do dever e do ser humano antes da cultura. O dia tão esperado está chegando”, iniciou seu discurso.

O cineasta continuou dizendo que quando as pessoas perguntarem o que aconteceu é para dizer: “A Palestina se lembra”. E denunciou, “nós nos lembraremos de todos que estiveram ao nosso lado. E nos lembraremos de todos que se opuseram a nós. Contra o nosso direito de viver com dignidade, ou que escolheram o silêncio, nós escolhemos o silêncio”.

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“Algumas pessoas me disseram: ‘Talvez você deva ter cuidado antes de dizer o que quero dizer agora, porque você é um refugiado na Alemanha. Há tantas linhas vermelhas’, mas eu não me importo. Eu me importo com o meu povo, com a Palestina. Então, direi, em minha mensagem final ao governo alemão, que vocês são cúmplices do genocídio em Gaza perpetrado por Israel. Acredito que vocês sejam inteligentes o suficiente para reconhecer essa verdade, mas optam por ignorá-la. Palestina Livre, de agora até o fim do mundo”.

Crônicas do Cerco, dirigido por Abdallah Al-Khatib, é um drama de guerra que acompanha um grupo de pessoas comuns tentando sobreviver em uma cidade sitiada, enfrentando fome, franco-atiradores e bombardeios, enquanto se apegam a conexões humanas, amor e pequenos prazeres diários.

As histórias são inspiradas no cerco de Yarmouk, na Síria, e em situações vividas em Gaza, explorando dilemas morais e a resiliência humana diante de um cerco implacável.

 

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