Líder da oposição adverte para 'desastre da segurança' em Israel
Yair Lapid afirmou que forças israelenses estão operando 'além da capacidade'; chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, também alertou para 'colapso' do setor
O principal líder da oposição em Israel, Yair Lapid, acusou o governo do premiê Benjamin Netanyahu de conduzir Israel a um ‘desastre de segurança’ na guerra que trava contra o Irã e o Hezbollah no Líbano. A declaração ocorre um dia após o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, manifestar preocupação com um ‘colapso’ no setor.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (26/03), Lapid afirmou que ofensiva está provocando um número excessivo de vítimas e as Forças Armadas israelenses “estão no limite e além dele”. “O governo está enviando o Exército para uma guerra em várias frentes sem uma estratégia, sem os meios necessários e com um número muito reduzido de soldados”, denunciou.
Lapid, informa a Al Jazeera, tem criticado frequentemente a condução do governo israelense nas guerras que trava na região, embora continue apoiando as ofensivas militares de Israel em Gaza, no Irã, no Líbano e em outros lugares.
As declarações de Lapid ocorrem após os comentários vazados do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, na quarta-feira (25/03).

Líder da oposição adverte para ‘desastre da segurança’ em Israel
Reprodução X / @yairlapid
‘Colapso’
Segundo informações do Canal de Notícias 13, veiculadas na imprensa israelense, durante uma reunião do Gabinete de Segurança israelense, nesta quarta-feira (25/03), Zamir alertou que as Forças Armadas do país “entrarão em colapso”, devido às crescentes demandas operacionais e à escassez de pessoal.
“Estou levantando 10 bandeiras vermelhas diante de vocês”, teria dito Zamir, ao defender que as Forças de Defesa de Israel “precisam de uma lei de recrutamento obrigatório, uma lei sobre o serviço na reserva e uma lei para estender o serviço obrigatório”.
“Em breve, as Forças de Defesa de Israel não estarão prontas para suas missões de rotina e o sistema de reservas não se sustentará”, afirmou.
Segundo The Times of Israel, desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os militares israelenses têm repetidamente informado aos legisladores que lhes faltam 12.000 soldados para compor as várias frentes militares levantadas pelo país na região.
























