Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou a emissão de mandados de prisão sigilosos contra o ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, segundo reportagem do Haaretz.

Segundo fonte diplomática, além deles, outros três mandados teriam sido solicitados contra a ministra Orit Strock e dois oficiais das Forças de Defesa de Israel (FDI).

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Em maio de 2025, conforme noticiado pelo The Wall Street Journal, o procurador-chefe do TPI, Karim Khan,  já analisava emitir mandados contra Smotrich e Ben-Gvir, por violações relacionadas à expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

Ambos os ministros já foram proibidos de entrar em pelo menos oito países, entre eles Canadá, Austrália, Espanha, Noruega e Nova Zelândia. Os dois também foram impedidos pelo governo holandês de ingressar nos 29 países europeus signatários do Acordo de Schengen, destaca a reportagem.

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TPI pede mandados de prisão sigilosos para ministros israelenses, diz Haaretz
OSeveno/Wikicommons

Mandados de prisão

A medida se soma aos mandados de prisão já emitidos pelo tribunal, em 2024, contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant. Eles são acusados de promover fome em massa, assassinatos, perseguições e ataques deliberados contra a população palestina, destaca o jornal israelense.

Em dezembro do ano passado, o TPI rejeitou o recurso apresentado por Israel para anular o mandado de prisão contra Netanyahu, sob a alegação de parcialidade do jurista britânico.

Israel afirma não reconhecer a autoridade do TPI e classifica os mandados de prisão como uma “aberração legal”. O Tribunal, por sua vez, sustenta que o consentimento israelense não é necessário para reconhecer sua jurisdição e dar continuidade às investigações.

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