Setores pró-Rússia ameaçam hegemonia pró-UE nas eleições da Armênia
Premiê Nikol Pashinyan é favorito para pleito deste domingo (07), mas pesquisas indicam que sua coalizão pode não alcançar maioria suficiente para governar sozinha
Cerca de 3 milhões de pessoas irão às urnas neste domingo (07/06) para decidir o futuro da Armênia, em meio a um cenário bastante polarizado, segundo a mídia local.
Embora haja uma grande diversidade de movimentos políticos nessas eleições – no total, há 17 partidos na disputa –, a principal batalha será travada entre os dois maiores blocos políticos que buscam conquistar suas cadeiras no parlamento.
O partido Contrato Civil, do atual primeiro-ministro Nikol Pashinyan, governa a Armênia desde 2018. Segundo as pesquisas mais recentes, esse setor aparece como o mais popular nessas eleições.
A principal questão envolvendo sua candidatura, porém, é se ele conseguirá garantir novamente uma maioria constitucional, o que lhe permitiria governar sem parceiros de coalizão.
A principal força opositora é o bloco Armênia Forte, liderado por Samvel Karapetyan, que poderia ser a principal ameaça ao partido governista neste pleito, justamente para impedir o cenário de maioria constitucional.
Karapetyan é um dos homens mais ricos da Armênia. Ele foi preso em junho de 2015 após uma crise político envolvendo questões relacionadas à Igreja Apostólica Armênia. Sua coalizão promete amplas reformas econômicas e é a favor da manutenção de fortes relações com a Rússia.

Mulher vota durante as eleições na Armênia
Hayk Badalyan / Armenpress
Além dos dois principais grupos, também concorrem nestas eleições forças como o bloco Aliança Armênia, de Robert Kocharyan, cujo discurso é fortemente voltado a críticas contra o premiê Pashinyan, a que acusa de prejudicar as relações com a Rússia.
Outro representante da chamada velha oposição armênia é Gagik Tsarukyan, líder do partido Armênia Próspera e outro dos homens mais ricos do país, proprietário do grande conglomerado Multi Group.
Tsarukyan mantém uma postura que não é tão pró-russa quanto a de Karapetyan e Kocharyan, mas também é critica ao discurso antirrusso do atual primeiro-ministro, defendendo uma “política externa equilibrada para a Armênia”.
Com informações de RT em espanhol.
























