'Só Fidel fez um mundo diferente', diz Saturnino Braga em novo livro; lançamento é nesta segunda, no Rio

'Meu querido Brasil-Minhas memórias de Getúlio, JK, Lula, Dilma e outros democratas', escrito pelo ex-senador, será lançado na próxima segunda (02/12) no Rio de Janeiro

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Roberto Saturnino Braga lança na próxima segunda-feira (02/12) seu mais novo livro Meu querido Brasil: Minhas memórias de Getúlio, JK, Lula, Dilma e outros democratas (Alameda, R$52,00), obra que resgata toda sua trajetória lembrando de diversas personalidades políticas de relevância na história brasileira.

Do assassinato de Juscelino Kubitchek à prisão de Lula, do suicídio de Getúlio Vargas ao golpe de 2016 contra Dilma Rousseff, Saturnino passeia por momentos históricos brasileiros com uma narrativa leve e ao mesmo tempo pessoal.

Acima de tudo, o autor nos oferece um retrato do Brasil em sua perspectiva nacional e global, ambientando os diversos períodos do passado em suas respectivas conjunturais internacionais.


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Leia trecho do capítulo 9: Brasil, potência de paz

Mundo-Centro e Mundo-Periferia, Mundo Rico e Mundo Pobre, Mundo Forte e Mundo Fraco; o mundo é dividido pelas relações econômicas e militares, pelas mandanças do dinheiro e das armas.

O Centro produz as ideias e as dissemina, tem o poder da Grande Mídia, produz a ciência, tem dinheiro para investir nela, as inovações interessantes juntamente com as destrutivas, o modelo consumista, e a Periferia copia o Centro no modelo e no consumo, nas ideias sobre o ser e os valores da vida.

Merda, que a gente por fora não pode fazer nada. A gente vê, a gente sabe, mas a gente não pode. Prestes, Lula, Chávez, Mujica, Perón, Guevara, Brizola, tantos, outros, grandes, todos, e nada. Só Fidel fez. Fez um mundo diferente, o mundo das coisas importantes para todos sem riqueza.

Fez. Está lá. Para ser visitado. Para ser estudado e analisado: o Ser socialista? Será? Em tão pouco tempo? É muitíssimo importante conhecer Cuba e estudá-la.

E há, ainda, uma extensa e povoadíssima área do planeta que não se enquadra nesta bipartição principal; refiro-me àquela que compreende os dois maiores países do mundo, a Rússia e a China, à qual se deve agregar a Coreia do Norte, ou quem sabe as duas Coreias, e o Vietnã. São as nações que restaram do antigo Segundo Mundo, na repartição que prevaleceu no século passado, que compreendia três mundos: o primeiro, o capitalista rico; o segundo, o mundo socialista; e o terceiro mundo, o nosso, o subdesenvolvido.

Não importa o teor das classificações; importa reconhecer que somos, nós brasileiros, somos periferia, isto é, estamos fora da vanguarda e do comando do mundo. E não somos parassocialistas, daquele mundo à parte; pertencemos mesmo ao mundo subjugado. Periferia de verdade. Capitalista. Todavia, para os nossos objetivos, ademais de reconhecer o real importa mais caracterizar, no projeto nacional que Celso Furtado tanto destacava, caracterizar e definir o que nós queremos, nós brasileiros. A partir do que somos, o que queremos? Não o que sonhamos, mas o que realisticamente queremos; politicamente, objetivamente queremos.


Serviço

Lançamento: Meu querido Brasil, de R. Saturnino Braga

Data: 02 de dezembro, às 19h.

Local: Livraria Travessa – Ipanema (R. Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema)

Disponível em: http://bit.ly/meubr

Reprodução
'Meu querido Brasil-Minhas memórias de Getúlio, JK, Lula, Dilma e outros democratas' será lançado na próxima segunda-feira no Rio de Janeiro

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