Desmatamento na Amazônia aumentou 60% em junho, aponta relatório

De acordo com Inpe, foram destruídos 762 km² de floresta, o equivalente a 100 mil campos de futebol, contra os 488,4 km² de junho de 2018

A quantidade de área desmatada na floreta amazônica em junho de 2019 foi 60% maior do que a do mesmo período do ano passado, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe).

De acordo com a agência, foram destruídos 762 km² de floresta, o equivalente a 100 mil campos de futebol, contra os 488,4 km² de junho de 2018. Essa é a pior marca para o mês desde 2016.

No acumulado de 2019, o desmatamento atingiu 2.273,6 km². Dos nove estados que compõe a Amazônia legal, o mais atingido foi no Pará, com 1.410 km² no período, ou 62% do total. Dentro do Pará, a cidade com mais área perdida foi Altamira, com 81,52 km².

Os números levam em conta desmatamentos com solo exposto, com vegetação remanescente e derrubadas resultantes de atividades ligadas à mineração.

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De acordo com Inpe, foram destruídos 762 km² de floresta, o equivalente a 100 mil campos de futebol, contra os 488,4 km² de junho de 2018

Segundo o Inpe, o desmatamento na Amazônia Legal já havia registrado crescimento em 2018, subindo de 6,9 mil quilômetros quadrados para 7,5 mil quilômetros quadrados.

Ao assinar o Acordo de Paris sobre o clima, em 2015, o Brasil, ainda sob o governo de Dilma Rousseff, prometeu eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Naquele ano, a destruição da floresta foi de 6,2 mil quilômetros quadrados, 21% a menos que o índice de 2018.

*Com Ansa e Brasil de Fato

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