Enquanto Brasil avalia o que fazer, Bolívia começa a apagar incêndio na Amazônia com Jumbo supertanque

Segundo o ministro Juan Ramón Quintana, a aeronave foi preenchida nesta sexta com água e irá atender o incêndio florestal na zona Chiquitanía

Enquanto o governo brasileiro ainda avalia o que fazer para controlar as queimadas na Amazônia - entre as possibilidades está o envio de tropas do Exército - o governo da Bolívia começou a usar o Jumbo supertanque que contratou para despejar água na área amazônica do país.

Segundo o ministro Juan Ramón Quintana, a aeronave foi preenchida nesta sexta-feira (23/08) com água e irá atender o incêndio florestal na zona Chiquitanía, reserva natural localizada em Santa Cruz de la Sierra. Os incêndios na região foram originados pelas queimadas iniciadas no Brasil.

“Esperamos que o uso deste avião contribua significativamente para controlar os focos de calor na região chiquitana. Estamos trabalhando de maneira ordenada e planejada”, disse.

O avião, um Boeing 747 Super Tanker, tem capacidade para transportar até 115 mil litros de água.

Super Tanker foi preparado pelas autoridades bolivianas para despejar água na Amazônia (Foto: ABI)

Na quinta, o presidente Evo Morales anunciou a formação de um Gabinete de Emergência Ambiental "para fazer frente aos incêndios na Chiquitanía e no leste". O mandatário encarregou os ministros do Meio Ambiente e Água, Desenvolvimento Rural, Terras e Saúde, Governo e Presidência de comandar as ações do gabinete.

De acordo com a agência RFI, o fogo já atingiu pelo menos dez povoados no município de Roboré, próximo à fronteira com o Brasil. Embora ainda não tenham sido localizadas vítimas decorrentes dos incêndios, o fogo já destruiu uma área equivalente a 500 mil campos de futebol.

Ainda segundo a agência, a população moradora da região também se mobilizou para combater os pontos de incêndio. Aeronaves pequenas, utilizadas em trabalhos agrícolas, já sobrevoaram o local para jogar água sobre as chamas, enquanto que populações dos centros urbanos se mobilizaram para enviar suprimentos às regiões afetadas.

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