Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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As mudanças climáticas causadas pela ação humana estão causando extremos climáticos em todo o planeta, provocando fenômenos contínuos e mortais no ano de 2025, incluindo ondas de calor, inundações e incêndios florestais.

Segundo a organização de conservação ambiental do Reino Unido, o National Trust, os eventos que foram considerados os mais intensos da última década teriam sido impossíveis sem o aquecimento global provocado pela ação humana.

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Em abril deste ano, um incêndio em Abergwesyn Common, no centro do País de Gales, queimou mais de 5 mil hectares de turfeiras, destruindo hábitats de mamíferos, répteis e aves, entre eles a libélula-preta. Logo, os guardas florestais afirmaram que os danos ecológicos serão sentidos por décadas.

Da mesma forma, no País de Gales, no norte, a planta saxífraga tufada entrou em estado de preocupação, pois devido ao calor extremo só restavam sete plantas sobreviventes da espécie no parque nacional de Eryri (Snowdonia), correndo o risco de desaparecerem a qualquer momento.

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De acordo com o jornal The Guardian, a escassez deixou riachos e lagoas perigosamente baixos ou secos em locais como Fountains Abbey, em North Yorkshire, enquanto no Castelo de Tattershall, em Lincolnshire, os lagos de reprodução de tritão-de-crista secaram. Na costa de Merseyside, os sapos-corredores de Formby não estão produzindo filhotes.

A organização que se dedica à preservação do patrimônio histórico e ambiental do Reino Unido afirmou que as condições climáticas extremas continuaram a exercer uma pressão sem precedentes sobre as árvores.

Em Long Nanny, Northumberland, houve um declínio de 30% nos ninhos de andorinhas-do-ártico, caindo um terço do número de papagaios-do-mar nas Ilhas Farne, ao largo da costa nordeste da Inglaterra.

Em novembro, prematuramente os morcegos e borboletas-limão estavam voando em Suffolk, enquanto corvos-cinzentos e gralhas-pretas estavam se reunindo e reconstruindo seus ninhos em Mount Stewart, na Irlanda do Norte, meses antes do previsto.

Segundo o chefe de conservação da natureza da entidade beneficente, Ben McCarthy, “eventos climáticos extremos não são novidade, mas o impacto cumulativo de vários anos de seca em um curto período – 2018, 2022 e agora 2025 – está exercendo uma pressão imensa sobre os habitats e tornando a vida ainda mais difícil para a vida selvagem”.

“Esses são sinais de alerta que não podemos ignorar, e precisamos trabalhar de forma mais rápida, inteligente e integrada”, declarou McCarthy.

Borboleta-fritilária-da-urze é protegida em parques, devido ao seu declínio populacional
animalia

Motivos para comemorar

Apesar das condições climáticas que afetaram o meio ambiente neste ano, espécies “generalistas”, como focas-cinzentas, corvos-pretos e borboletas-da-madeira-manchadas foram vencedoras e se adaptaram a temperaturas mais quentes e a uma dieta mais variada.

Em Holnicote, a borboleta rara do Reino Unido, a fritilária-da-urze obteve um ressurgimento, tendo mais de mil indivíduos em 13 locais diferentes, um aumento em relação aos cerca de 600 do ano passado.