Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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As autoridades da Espanha confirmaram neste domingo (02/08) que o número de imigrantes indocumentados que morreram tentando cruzar a fronteira do Marrocos na semana passada subiu para 72.

De acordo com o delegado do governo espanhol em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, a maioria das 50 mil pessoas em situação de mobilidade que ingressaram no território ilegalmente em 30 de julho já foi devolvida ao Marrocos.

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Atualmente, cerca de três mil membros das Forças Armadas e das forças policiais estão destacados na área de El Tarajal para recuperar a estabilidade social da cidade autônoma de Ceita. A mobilização simboliza a resposta contra uma das maiores crises de mobilidade registradas na região, superando os incidentes históricos de 2021, quando oito mil pessoas atravessaram o caminho, fenômeno que explica a realidade humanitária precária da fronteira sul da União Europeia.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, descreveu os eventos como uma flagrante violação da soberania nacional de seu país. A autoridade também exigiu uma reunião dos ministros do interior da União Europeia em Bruxelas para coordenar mecanismos imediatos de controle de fronteira e auxílio financeiro emergencial.

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Sánchez assegurou que a segurança do bloco europeu depende da estreita cooperação com as nações de origem e trânsito, instando as autoridades marroquinas a respeitarem rigorosamente os tratados bilaterais em vigor. Esses acordos obrigam ambas as partes a gerenciar conjuntamente as fronteiras compartilhadas no Norte da África.

As autoridades da Espanha confirmaram que o número de imigrantes indocumentados que cruzaram a fronteira do Marrocos na semana passada subiu para 72
Print de tela/X/@MartinDandach

Neste domingo, o governo do Marrocos se pronunciou sobre o caso pela primeira vez, dias após alvo de críticas pelo silêncio e acusado de facilitar a crise ao não impedir a travessia dos migrantes em direção a Ceuta, nem de identificar que milhares de pessoas se deslocavam internamente no país rumo ao norte.

O ministro do Interior marroquino, Abdelouafi Laftit, culpou a onda de travessias pelo que considerou como uma disseminação de informações falsas nas redes sociais, à atuação de redes de tráfico humano e à interpretação errônea de uma decisão judicial espanhola relacionada à devolução de migrantes interceptados no mar.

Além disso, contestou os números anunciados pelo governo da Espanha, dizendo que pelo menos 40 mil pessoas atravessaram para Ceuta, sendo que 11 morreram na tentativa. Madri fala em 50 mil imigrantes e 72 casos fatais.

Por outro lado, agora, a coalizão progressista espanhola Sumar solicita formalmente a intervenção do Relator Especial das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos Humanos dos Migrantes para que avalie a suposta responsabilidade das forças de segurança marroquinas em facilitar esse fluxo. Organizações sociais espanholas também pedem priorizar o respeito pela vida e pelos direitos humanos daqueles que fogem de crises humanitárias complexas.

(*) Com Telesur